the feminst patronum logo

"Young Royals" retrata a difícil escolha entre o amor de dois garotos e o legado de uma nação

"Young Royals” é a nova série teen da Netflix e vem cativando cada vez mais os assinantes da plataforma, especialmente os mais jovens. A produção sueca conta a história do príncipe Wilhelm (Edvin Ryding), segundo na linha de sucessão do trono, e que precisa estudar em um internato da alta sociedade após se meter em algumas confusões que prejudicaram a imagem da realeza.

Young Royals
Divulgação: Netflix

Ao chegar à Hillerska, ele é apresentado a Simon (Omar Rudberg), um dos estudantes e integrantes do coral do colégio, mas diversas barreiras impedem que eles fiquem juntos. Em um drama clássico em que um membro da realeza vive um romance proibido com um plebeu, os dois retratam com delicadeza as belezas do primeiro amor, enquanto buscam uma forma de viver esse romance.


A série também chamou atenção por um detalhe importante: a escalação de seu elenco. Em um momento em que estamos tão acostumados a ver adolescentes sendo interpretados por atores mais velhos, com peles perfeitas, dentes milimetricamente alinhados e abdomens trincados, “Young Royals” surpreendeu ao mostrar adolescentes de fato representando adolescentes, com espinhas, aparelhos ortodôntico, fazendo dancinhas do Tik Tok e nada disso é uma questão para eles.


Seu grande triunfo é retratar com realismo os dilemas que os jovens enfrentam nessa fase da vida de autodescoberta e de transformação. Tudo isso, é claro, enquanto o mundo inteiro testemunha sua vida pessoal, acompanhando cada escolha, à espreita para condenar cada ato, erro e promover a exposição indesejada. Sendo um integrante da família real ou não, a pressão e a angústia atormenta a rotina dos alunos e gera ansiedade, que é descontada no álcool, nas drogas e muitos remédios.


A trama é perfeita para quem leu e gostou dos romances “Vermelho, branco e sangue azul”, da Casey McQuiston, e “Sua Alteza Real”, da Rachel Hawkins. Como as duas obras literárias, a série também retrata o drama de um adolescente que carrega o peso da coroa e do legado nas costas, já que o direito de nascença de Wilhelm é um país, e não a liberdade para amar quem deseja.


A primeira temporada da série tem seis episódios de 40 minutos cada, escritos por Lisa Ambjörn, Sofie Forsman e Tove Forsman, e com direção de Rojda Sekersöz e Erika Calmeyer, e mal dá tempo de notar a hora passando de tão envolvente que a história é. Até o momento, a continuação não foi confirmada pela plataforma de streaming e esperamos que ela não entre para a lista de séries LGBTQIA+ que não ganham continuação.