Crítica: Marriage Story

Vemos amor, coração, melancolia, raiva, angústia de um fim, brilho, e especialmente muito da vida em Marriage Story.


Scarllet Johansson e Adam Driver em Marriage Story - Divulgação: Netflix

Como nos filmes anteriores do roteirista e diretor Noah Baumbach, o longa produzido pela Netflix traz os sentimentos que amamos sentir enquanto assistimos Frances Ha, por exemplo. Só Noah conseguiria fazer um filme com esse perfeito toque de algo pessoal, íntimo, despojado, diário, hilário, com tanto significado e paixão, os sentimentos humanos tão verdadeiramente expressados com a pitada de sonho que filmes trazem.


Todas as técnicas são muito bem aproveitadas para trazer o estilo do filme: a montagem, mis en scene e direção de atores só adiciona para o filme ter ainda mais sensação de cotidiano. A fotografia é visualmente linda e muito bem escolhida, entre tracking shots e vários planos sequências que valorizam muito as atuações incríveis de Adam Driver, como Charlie, e Scarlett Johansson, como Nicole. Outro destaque de atuação no filme é a Laura Dern, como Nora Fanshaw, advogada de Nicole e qual personagem faz lembrar um tanto da Renata Klein, seu papel na série Big Little Lies.


Marriage Story fala sobre o amor, sobre a vida, sobre o significado de amarmos e vivermos por nós mesmos, relacionamentos e laços que criamos, e ainda muito mais que isso.


Em uma leitura mais profunda do filme, poderíamos também analisar o papel da mulher no casamento, como suas opiniões são ouvidas e o que muda após a vinda de um filho.


Marriage Story entra na plataforma de streaming dia 6 de dezembro.



A crítica foi curtinha para evitar alguns spoilers do filme.



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