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Uma Doce Revolução | Crítica

Atualizado: 21 de abr.

O último dia 8 de março, dia internacional da mulher, contou com uma estreia um pouco militante nos streamings.


A premissa de “Uma Doce Revolução” é baseada em uma história real, traz a luta de uma mulher pela igualdade de gênero, excelente, se não fosse um pouco equivocada. A começar pelo título original “Charming the Hearts of Men”, que pode ser traduzido a algo como “conquistando o coração dos homens”. Bom, não é exatamente isso que a luta de mulheres pela igualdade de gênero significa, mas vamos continuar.


Ambientado nos anos 1960, o longa traz a vida de Grace (Anna Friel), uma mulher divorciada (duas vezes), e conhecida na cidade por “se aventurar” demais. Após a morte de seu pai, volta à sua cidade natal e em pouco tempo descobre que a família está falida. Ao tentar pegar um empréstimo, descobre que apenas homens podem solicitar.


Grace é o típico modelo de garota mimada, com suas empregadas (negras) tem tudo na mão e em um momento de desespero se vê “desprovida de qualidades” e “obrigada” a utilizar seus “atributos”: arrumar um marido rico. Nessa sua empreitada lista possíveis nomes e reconhece estar se vendendo para manter seu padrão de vida e quitar as dívidas.


Até esse momento o filme é morno, apenas assistível. Até que, ao tentar o “negócio” com um Congressista (Kelsey Grammer) e dar errado Grace tenta trabalhar, falhando em todas as oportunidades, ou melhor duas. As mulheres que não eram esposas e mães se resumiam em datilografas ou prostitutas. Grace começa sua batalha (ou melhor, um jantar em uma cena de 5 minutos, não mais que 7) por mudanças na legislação, alteração no texto da Lei de Direitos Civis nos Estados Unidos, permitindo mulheres no congresso, que pudessem trabalhar, e outros direitos básicos. Em 8 de março de 1984 a palavra sexo foi introduzida na Lei de Direitos Civis.


Infelizmente o que deveria ser o turning point do longa é mal aproveitado, pois já começa tarde e colocando como premissa objetivos pessoais (principalmente do Congressista) como principal recurso. Dá brechas para um discurso de luta racial, mas não avança. Não se pode negar que alguns diálogos e monólogos são construídos e executados com maestria, como o de Viola (Jill Marie Jones), uma mulher negra. São oportunidades perdidas que fazem parecer que essa luta foi muito fácil. No fim, ele não é péssimo, apenas mal aproveitado, nota 3 de 5.


Uma Doce Revolução está disponível nas plataformas digitais Claro Now, Vivo Play, iTunes/Apple TV, Google Play e YouTube Filmes para compra e aluguel.




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