Um throwback da jornada mágica de Taylor Swift na música

Enquanto nos preparamos para dar adeus a década de 2010… nesta sexta-feira 13, Taylor Swift cumprimenta uma nova era em sua vida. A nomeada “artista da década” pelo American Music Awards 2019 está completando seus 30 anos.



Dando uma olhada nos pontos altos da carreira de Taylor, chegamos a conclusão de que para ela, os 30 anos são apenas mais uma fase, dentre várias, de absoluto sucesso. E por que não relembrar os momentos e canções mais importantes de sua carreira?


2006: Taylor Swift e 'Our Song'


Sim, houve uma época em que quase ninguém sabia quem era Taylor Swift, ou o ícone pop que ela viria a ser. Mas todos os sinais sobre seu grande potencial estavam dados… Com 11 canções escritas por ela mesma, aos apenas 16 anos, o álbum de estréia da cantora foi certificado 5x Platina.


Nele, uma das canções que marcaram o início de sua carreira country: Our Song.

Ainda lembro das fotos de Taylor no vestido azul que usa no clipe circulando por toda a internet (ou basicamente na única rede social que os brasileiros usavam nessa época - o Orkut). Ai Gabi, só quem viveu sabe!


2008: Fearless


No final de 2008, Taylor lançou seu segundo álbum Fearless, obra que abriu muitos caminhos no contexto musical internacional para Swift. Músicas como Love Story - o hit que fez Taylor ser apreciada por um grande público - e You Belong With Me são tocadas e ouvidas com carinho até hoje pelos amantes da música pop, além de terem marcado as paradas da década passada.


Still do clipe de Love Story. Fonte: Pinterest

Fearless foi o álbum mais vendido nos Estados Unidos em 2009 e foi parar entre os 20 álbuns mais vendidos do mundo no ano de seu lançamento. Além dos inúmeros prêmios que rendeu a cantora, foi o trabalho que marcou sua estréia no Grammy Awards, levando para casa 4 estatuetas, dentre elas, uma das mais importantes da noite: a de Álbum do Ano, sendo na época a artista mais jovem a ganhar a categoria.


2010: Speak Now e a consagração como superstar


A era que veio com o lançamento do álbum Speak Now - já na década de 2010 -, marcou a transformação do status de Taylor para uma superstar. Apesar de não ter conquistado o público de modo geral (seus relacionamentos amorosos e personalidade eram o maior alvo das críticas), era inegável que todos já conheciam seu nome, seu estilo, sua música tocava em todo lugar, e os cachos loiros eram a marca registrada de sua identidade. Foi só nesse momento que Taylor conseguiu fazer sua primeira turnê internacional como headliner.


Além disso, a construção do álbum fez com que Taylor fosse, mais do que nunca, respeitada por seu desempenho como compositora. A artista compôs todas as músicas do álbum sozinha, sem o auxílio de nenhum co-compositor, coisa rara na carreira dos grandes nomes da indústria musical. O álbum rendeu seis singles de sucesso: Mine, Back to December, The Story Of Us, Mean, Sparks Fly e Ours. Além de conter nele o sucesso Long Live, que ganhou uma versão com a cantora brasileira Paula Fernandes.


A música ‘Mean’, do álbum Speak Now, traz uma narrativa sobre o bullying sofrido pela cantora quando era mais jovem e uma mensagem de esperança da superação. A canção venceu as duas categorias do Grammy as quais foi indicada: Melhor Canção Country e Melhor Desempenho Solo de Country.


Red (2012) e a passagem para o universo pop


O country nunca foi um tipo de estilo mainstream fora dos Estados Unidos. Ainda assim, apesar da sonoridade do estilo não agradar a maioria do público, Taylor conseguiu se consolidar como uma peça importante da cultura pop, indo contra ao que normalmente é esperado. Em 2012, Taylor surpreendeu mudando não só sua aparência, dando adeus aos cachos loiros mais famosos da década, mas misturando dois gêneros musicais: o pop e seu querido country.


Geralmente, é difícil um artista que explora outro gênero musical, quando já bem-sucedido em um, receber uma boa aceitação da audiência, principalmente dos fãs mais antigos. No entanto, Taylor foi uma das exceções. O álbum Red é considerado pela maior parte da fanbase da cantora seu melhor trabalho, além de ter dado vida a mega hits como “We Are Never Ever Getting Back Together”, I Knew You Were Trouble,” "22", e a balada emocionante, "All Too Well”. Também foi indicado como Álbum do Ano e Melhor Álbum Country.


I don't know about you but I'm feeling... 30?




GRAMMYs 2016: seu discurso ao ganhar a categoria 'Álbum do Ano' por 1989


O álbum 1989, de 2014, foi o pop excellence de Taylor Swift que ainda não havíamos conhecido. Sem qualquer traço de country, estilo que consagrou a cantora no cenário musical e que está em suas raízes, eu diria que 1989 foi quando Taylor realmente se tornou uma estrela do pop. Apesar de ter erros como a canção Bad Blood, da qual Taylor não se sente orgulhosa, a era 1989 nos deu verdadeiros pop perfection como Wildest Dreams, a divertida Shake it Off e Style. Também, a icônica (e irônica!) Blank Space foi um dos maiores destaques do álbum, na qual Taylor debocha do preconceito velado de crítica que recebe desde o início de sua carreira, em relação a sua vida romântica.


O álbum foi premiado como Álbum do Ano pela Recording Academy, tornando Taylor Swift a única mulher a ganhar a categoria duas vezes. A vitória rendeu um poderoso e memorável discurso de Taylor, com uma mensagem importante dedicada as mulheres.



2017: 'Delicate': uma mensagem que refletia seu momento


O álbum Reputation, no qual o sucesso ‘Delicate’ faz parte, foi a obra mais provocativa de Taylor. Ele foi lançado após um hiatus de três anos, quando ocorria uma disputa pública entre narrativas sobre sua reputação. Apesar de ter smash hits como Look What You Made Me Do, que simplesmente parou a internet, escolhemos destacar a canção Delicate. A mensagem da música fala muito sobre o momento no qual Taylor se encontrava na época, na qual encontrou o amor mesmo quando parecia improvável, mesmo quando sua reputação era a pior.



Lover (2019)


O sétimo álbum de Taylor Swift, lançado mais cedo do que os fãs esperavam, foi estreado alguns meses atrás em 2019, com singles como “ME!”, com a participação de Brendon Urie e ‘Lover’. Ao contrário do que comumente é encontrado na discografia da cantora, o single “You Need to Calm Down” apresentou uma mensagem importante sobre empatia e também política, cantando sobre e contra o preconceito contra a comunidade LGBTQ+.



O álbum foi indicado ao GRAMMYs 2020 na categoria Best Pop Vocal Album, e com a turnê de Lover, Swift vem pela primeira vez ao Brasil em 2020.


Muitos anos de carreira e muitos momentos importantes e mágicos para serem resumidos como merecem em um post, mas o que realmente importa é que Taylor Swift vem crescendo não só como artista, ano após ano, contrariando todas as expectativas negativas sobre seu sucesso, mas tem aparecido também como uma voz ativa e sobretudo corajosa, numa indústria dominada por homens. O sucesso que esperamos dos 30 anos, anda com ela há muitos anos, mas o amadurecimento pessoal e profissional esse sim se vê com clareza nessa nova fase de Taylor.




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