Resenha: Vermelho, Branco e Sangue Azul

Quando dois mundos completamente diferentes se encontram, você sabe que uma ótima história está por vir.



Vermelho, Branco e Sangue Azul mal chegou no Brasil e já tem uma enorme responsabilidade, fazer valer toda a nossa expectativa. Completamente aplaudido pelo público fora do país, a história já tem até mesmo adaptação confirmada pela Amazon Prime Video e, ao que tudo indica, deve ser finalista (senão o campeão) de grandes premiações literárias, como o Goodreads Choice Awards 2019.


Se você, como eu, está fortemente envolvido com o universo literário, com certeza já ouviu falar sobre Vermelho, Branco e Sangue Azul. Comprei esse livro no primeiro segundo que vi na livraria já esperando mil coisas diferentes, e confesso que em um primeiro momento pensei “era só isso?”, mas quando o livro de fato pega velocidade você não consegue parar até terminar.


De um lado, conhecemos Alex Claremont-Diaz, filho da presidenta dos Estados Unidos, um jovem de 21 anos que estampa a maioria das capas das revistas americanas por além de ser um prodígio em tudo o que faz, é lindo e tem um charme que conquista absolutamente todos a sua volta. Seus pais são divorciados e Alex possui um interesse gigantesco em política, vive na Casa Branca com sua irmã mais nova June e a neta do vice-presidente Nora, o trio é conhecido pela mídia como Trio da Casa Branca.


Do outro lado do oceano, conhecemos o Príncipe Henry, segundo na sucessão ao trono da Inglaterra, com sua pose imperial e toda a responsabilidade de séculos de reis e rainhas antes dele, Henry aos 22 anos precisa lidar diariamente com a pressão, postura e diplomacia exigida pela coroa, enquanto tudo o que ele mais deseja é viver uma vida normal.


A caravana americana é convidada para o casamento do irmão mais velho de Henry, Philip, e o prelúdio de um desastre já estava escrito.


Alex e Henry são inimigos desde seu primeiro contato, ambos egocêntricos, constantemente comparados e muito protetores aos seus próprios costumes, apenas se suportam quando extremamente necessário. Mas, nesse fatídico casamento, Alex ultrapassa no limite do álcool e puxa uma pequena discussão com Henry, causando a queda de ambos no caríssimo bolo de casamento.


O caos na imprensa obriga as nações a tomarem providências, ambos agora vão precisar fingir que na verdade são melhores amigos e a passarem um tempo juntos. Mas e se esse tempo juntos se revelasse mais interessante do que eles imaginavam? E se eles tivessem muito a oferecer um ao outro?


Os desafios de manter uma relação, mesmo que nunca exatamente assumida entre eles, se torna um fantasma diário, o medo do futuro e dos caminhos que cada um vai precisar seguir também. Enquanto Alex precisa se manter na linha pela reeleição da mãe, Henry sabe que não existe a mínima possibilidade dele se libertar da coroa.


Essa é uma história extremamente bem escrita, a autora Casey McQuiston estuda e se preocupa com os mínimos detalhes no momento de desenvolver seu enredo, tanto quando falamos sobre a rotina americana quanto sobre os costumes e tradições inglesas.


Ler em público se tornou um desafio com esse livro, eu me diverti tanto que às vezes era impossível disfarçar ou esconder uma risada. Todos os personagens são extremamente carismáticos, todos tem muito a oferecer e agregar à história. Difícil mesmo foi precisar terminar o livro.


Eu não sabia que estava precisando de um romance tão bem elaborado até estar lendo esse, ele não te cansa em nenhum momento, tudo acontece de uma forma muito espontânea que com certeza vai te deixar de ressaca literária quando finalizar.


Aliás, vale dizer que o livro definitivamente não se resume ao romance, são abordados também assuntos como auto conhecimento, relações familiares complicadas, preconceito (não apenas em relação a sexualidade dos dois, mas também da descendência Mexicana do Alex), entre muitos outros assuntos.


Vale a leitura!


Ficha Técnica

Vermelho, Branco e Sangue Azul

Casey McQuiston

Editora Seguinte

392 páginas

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