Resenha: "O Mal Nosso de Cada Dia"

Atualizado: Set 14

O mais novo lançamento da DarkSide Books se tornou extremamente aguardado principalmente pela adaptação da Netflix que será lançada em setembro.


Foto por Dunia Ahmad

O Mal Nosso de Cada Dia carrega um elenco de peso para dar vida à história de Ray Pollock, sobre os acontecimentos da estranha e bizarra cidadezinha Knockemstiff.


Arvin era apenas um adolescente quando perdeu sua mãe para o câncer e seu pai para um triste suicídio. De uma família extremamente religiosa, ele foi morar com os avós e se tornou muito violento e frio, mas antes disso, quando ainda era obrigado a rezar todos os dias ajoelhado em um tronco com seu pai, em meio a animais mortos como oferenda em uma tentativa desesperada de salvar sua mãe, ele já era uma criança perturbada tanto pela bizarrice de sua criação quanto pelos maus tratos de um pai violento.


No enredo, acompanhamos o desenvolvimento do jovem Arvin a se tornar um homem ao mesmo tempo que, em capítulos alternados, acompanhamos a vida dos moradores dessa cidade muito peculiar.


Entre assassinos em série, corrupção e religião, Pollock entrega um livro que não segue a linearidade dos acontecimentos, mas ainda sim consegue ser envolvente ao ponto que, mesmo quando a história regressa ou um novo personagem é introduzido, você continua lendo para saber onde e como tudo vai se conectar e terminar.


Os capítulos curtos são ótimos para tornar o livro, que é denso em informações, interessante e fluído.


A forma como o autor conta as histórias mais absurdas, envolvendo fanatismo religioso, preconceito, racismo e tudo isso somado ao linguajar mais sujo possível, a leitura pode se tornar impactante para alguns, mas não esqueça que estamos falando de um cenário pós segunda guerra mundial em uma cidade onde as pessoas vivem na base do desespero e violência à luz do dia. A ideia do autor com certeza é te fazer odiar boa parte dos personagens.


Estamos falando de um livro que possui violência explícita, entre outros tipos de gatilho, então eu não indicaria esse livro para um menor de idade ou alguém sensível aos temas mencionados.


O trabalho da DarkSide mais uma vez é impecável, tornando a experiência de conhecer Knockemstiff super imersível.


O livro O Mal Nosso de Cada Dia pode ser encontrado na Amazon.


O The Feminist Patronum já assistiu a adaptação da Netflix e você pode ler a crítica aqui.




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