Resenha: Filhos de Virtude e Vingança

Em Filhos de Sangue e Osso conhecemos Zélie, detentora de uma magia há muito tempo extinta pelo Rei de Orisha. Quando Amari, filha do Rei, entende que seu pai passará por cima de tudo e todos para manter o seu poder, ela foge com o único amuleto capaz de trazer a magia de volta ao Reino.



Em Filhos de Virtude e Vingança a história começa exatamente onde o primeiro livro termina, com Zélie, junto de Amari, trazendo a magia de volta e com esperanças de um futuro melhor para os detentores desse poder que passaram anos sendo caçados.


O problema é que algo deu errado no feitiço que trouxe a magia de volta, permitindo o acesso não apenas por aqueles que sempre tiveram o poder em suas veias, mas também por todos que possuíram ancestrais mágicos mesmo que distantes e desconhecidos, e o que seria a salvação de um povo, se volta contra eles quando a Rainha e seu filho herdeiro, Inan, também possuem a força para contra-atacar.


Tomi Adeyemi mais uma vez não pensa duas vezes antes de destruir o meu coração em mil pedaços, pelo menos dessa vez o livro não depende da introdução ao universo, aqui ela pode ir direto ao assunto e te deixar em estado de alerta a cada capítulo encerrado.


O segundo livro de O Legado de Orisha mantém um ritmo de tirar o fôlego.


Eu amo a Zélie, venerei ela desde as primeiras páginas do primeiro livro e vejo nela o potencial de uma verdadeira protagonista, ela consegue se superar mesmo através de toda a mágoa pelo desfecho da volta da magia e traição em ver até mesmo Amari, filha do inimigo, em posse de algo que ela tanto protege.


Os sentimentos ao ler esse livro são tão intensos que em momentos você está pronto para a guerra, e em outros você só quer ver eles fugindo para viver finalmente em paz.



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