Resenha: Divinas Mulheres

"As deusas aqui possuem um elo em comum: todas encontraram seu poder particular. E por meio de suas histórias, talvez um pouquinho de fé e magia, todas elas vão empoderar você também."


Em Divinas Mulheres conhecemos algumas deusas de diversas religiões e mitologias com descrição e ilustração, além de entendermos seu propósito, simbologia e formas de evocá-las e homenageá-las.


Foto por Dunia Ahmad

As deusas estão divididas entre as categorias Criatividade e Manifestação, Amor, Força, Proteção e Reinvenção, e, apesar do aspecto infantil da obra, a autora espera que com esta leitura você talvez se identifique e encontre a sua padroeira, além de revisitar os textos de tempos em tempos para saber a quem recorrer quando precisar de algo.


Vivemos uma incrível viagem imersiva nas mitologias Grega, Romana, Japonesa, Chinesa, Egípcia, Nórdica, Galesa, Havaiana, Hindu, Iorubá, entre inúmeras outras, encontrando nomes como as famosas Atena, Afrodite, Freya, Iemanjá e nomes não tão conhecidos de modo geral como a Mulher Aranha das Tribos Nativas Norte-Americanas ou Ala uma divindidade na África Ocidental.


Ann Shen é a autora e ilustradora e suas obras geralmente são sobre mulheres extraordinárias que mudaram o mundo, ela toma cuidado com os mínimos detalhes e respeita cada história das deusas, afinal quando abordamos religiões estamos falando de nomes até mesmo sagrados para seus seguidores, e Ann Shen demonstra gentileza e leveza ao transcrever séculos de história em apenas uma folha para cada nome.



A experiência de ler Divinas Mulheres foi algo muito rico porque pude associar os nomes a histórias que li ao longo da minha vida e nunca busquei me aprofundar, por exemplo, recentemente li o novo livro de O Legado de Orisha de Tomi Adeyemi e foi muito bacana conhecer algumas deusas de Iorubá com detalhes que foram mencionadas lá na história. Outras deusas eu relembrei dos livros de Rick Riordan não apenas da mitologia Grega/Romana, mas de seus livros Egípcios e Nórdicos também.


Como a própria autora diz na introdução, o masculino não existe sem o feminino e todas essas deusas poderiam ser até mesmo nossas mães.



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