Resenha de Daredevil

Depois de dois anos de espera, a terceira temporada de Daredevil finalmente chegou à Netflix na última sexta-feira (19/10). A expectativa era grande, mas será que conseguiram atender tudo o que esperávamos? 


A série começa seguindo o caliginoso final de “The Defenders”, com um Matthew (Charlie Cox) totalmente desolado sendo cuidado pela Irmã Maggie (Joanne Whalley) no orfanato religioso em que ele foi criado após a morte do pai. Ao mesmo tempo em que Matt se culpa por todo sofrimento e tristeza que tomou conta da vida das pessoas à sua volta, o mesmo questiona Deus por ter deixado tudo acontecer.


            Enquanto isso, Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio) resolve colaborar com o FBI em investigações contra grandes nomes de Hell’s Kitchen em troca da proteção de sua amada Vanessa. As coisas acabam ficando violentas demais na cadeia e Fisk é transferido para uma prisão domiciliar, deixando Matt, Foggy (Elden Heson) e Karen (Deborah Ann Woll) em perigo novamente.


A temporada conta com cenas de luta perfeitamente coreografadas e um ritmo que volta às raízes da primeira temporada. É importante notar que por mais que essas cenas sejam de tirar o fôlego, os episódios não dependem delas para deixar o telespectador entretido. O desenvolvimento do protagonista e a constante busca por sua própria identidade são trabalhados adequadamente em cada episódio, sempre deixando uma hanging scene que te prende ainda mais.


Hands down para Vincent D’Onofrio que foi um dos maiores destaques dessa temporada, retratando Kinpin impecavelmente e ofuscando absolutamente qualquer coisa em sua volta no momento em que o personagem entra em cena. Porém, enquanto dizemos adeus para Wilson Fisk mais uma vez, somos apresentados a um personagem que eventualmente começará um novo capítulo da história de Daredevil: Agente Especial Poindexter (Wilson Bethel). Os produtores fizeram um ótimo trabalho em nos apresentar episódios inteiros dedicados à flashbacks que ao invés de nos entediar, tornam-se elementos chave para o enredo.


Para aqueles que leram “A Queda de Murdock”, as semelhanças entre a série e o quadrinho são gritantes – elas estão literalmente em todo lugar! Claro, também tem suas diferenças; como por exemplo Karen Page tendo o papel de jornalista (inicialmente de Ben Urich na HQ), em vez de ser a pessoa a fazer aquilo. Para deixar o máximo de spoilers de fora, digamos apenas que você vai se divertir reconhecendo certos eventos nessa temporada.


Com um enredo bem elaborado e elenco de primeira, Daredevil volta para mostrar que não é considerada a melhor série da Marvel atoa e que, oficialmente, o monstro está fora da jaula.




Resenha por Bruna

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