Resenha: Daniel, Daniel, Daniel

Daniel não é o menino mais popular da escola, não é o melhor jogador de futebol americano (quando sequer joga), ele não é considerado sociável e não possui muitos amigos (na verdade, possui apenas um).





Daniel sofre de TOC, não que ele saiba disso, ele não pede ajuda para ninguém e, mesmo sendo um dos melhores alunos da turma, ele é muito solitário e suas crises não melhoram a situação. Ele acredita estar enlouquecendo, cada vez mais preso aos mínimos detalhes, cada vez mais preso aos seus rituais diários.


As coisas mudam quando Daniel conhece a misteriosa Sara, uma garota que raramente fala e raramente está sem sua monitora. Todos riem dela pelas costas, mas ninguém conhece sua verdadeira condição.


“Eu não sei o que tem de errado comigo – falei com dificuldade, a voz falhando – Talvez isso seja punição por eu nem sempre ser bom ou algo do tipo. Talvez eu seja uma pessoa ruim...”


Um livro rápido e simples de ler, mas isso não o torna menos impactante, na verdade essa história te possibilita viver todos os sentimentos junto a Daniel e suas crises, sendo impossível disfarçar reações (ou seja, conselho de amiga, não leia em público).


As crises de Daniel te deixam com vontade de entrar na história e abraçá-lo, dizer que vai ficar tudo bem. Você passa a prestar atenção a sua volta, a notar os sinais nos outros quando termina um livro como esse. Recomende esse livro para seus amigos, você nunca sabe o que o outro está passando.


Li que o autor escreveu esse livro em uma forma “autobiográfica”, Wesley King já ganhou todo o meu respeito.


Ficha Técnica:

Daniel, Daniel, Daniel

Wesley King

Rocco Jovens Leitores

280 páginas








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