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Resenha: A (R)evolução das Mulheres

Atualizado: 26 de Jul de 2020

ATENÇÃO: a resenha que você está prestes a ler é sobre um livro que mudou a minha vida.


resenha do livro a revolução das mulheres
Foto por Dunia

Alex Craft era ainda muito jovem quando viu a sua irmã mais velha perder a vida nas mãos de um “predador sexual”. Ela se isolou de tudo e todos, perdeu seus sonhos e o brilho da vida.


Sua vida passou a ter apenas um objetivo: vingança sobre o homem que, pela falta de provas, saiu impune.


O livro começa algum tempo depois de Alex ter conseguido sua vingança e seguir sua vida. Ironicamente pela falta de evidências, ninguém foi preso pelo assassinato do criminoso sexual.


Hoje, Alex é uma garota como qualquer outra que mora em um pequeno condado dos Estados Unidos. Ela acorda todos os dias para ir ao colégio, estuda e tem ótimas notas que irão lhe garantir uma bolsa na faculdade (não que ela pretenda fazer faculdade), e no resto do seu tempo ela trabalha em um comércio local. O que diferencia ela? Além do fato de ser conhecida por todos como a garota solitária que perdeu a irmã? Ela se tornou secretamente uma máquina sem sentimentos que vinga os crimes impunes da cidade.


As coisas mudam quando Alex permite a si mesma fazer amizade com a sua colega de trabalho e, sem querer, ela acabou abrindo seu coração também para Jack, o garoto estrela da cidade.


“Mas ‘meninos são assim mesmo’, é nossa expressão predileta e que serve de desculpa para tanta coisa, ao passo que para falar do gênero oposto, só dizemos ‘mulheres…’, com um tom de desdém e acompanhado de um revirar de olhos.”

Pode parecer um livro “simples” pelo enredo, mas a autora genialmente aborda assuntos como estupro, abuso sexual, violência tanto física quanto psicológica e o feminicídio