Que horas ela volta? - o lado da história que poucas pessoas veem

No geral, no cenário de mercado de trabalho, sempre que falamos sobre a posição da mulher em algum cargo, montamos sempre a mesma imagem: a mulher forte, destemida, impiedosa e decidida. Mas nem sempre essa é a realidade vivida pela população feminina.



A história segue a rotina de Val (interpretada por Regina Casé) uma mulher nordestina que deixou sua terra natal para trás, incluindo sua filha mais nova, e se muda para São Paulo em busca de melhoria de vida, um cenário mais do que comum na maior cidade do nosso país. Val trabalha como empregada doméstica na casa de Bárbara (Karine Teles), uma socialite que vive no bairro do Morumbi com seu marido e seu filho, Fabinho (Michel Joealsas), o qual Val é praticamente responsável pela criação.


O filme retrata diversas situações onde vemos o preconceito encravado sobre o trabalho doméstico, os privilégios de um grupo, além de jogar na mesa a realidade sobre o imenso abismo que existe entre as classes sociais no Brasil. Mesmo sendo uma ótima pessoa e quase uma figura materna para o filho, Barbará e o marido tratam Val com desdém, como se ela não passasse de um objeto que serve a um propósito para eles, algo que pode ser facilmente descartado ou substituído, desvalorizando não só seu trabalho em determinados momentos mas também ela como pessoal.



“Que Horas Ela Volta” é uma sútil mas direta crítica social, e que causou um impacto positivo em seu lançamento não só no Brasil mas em outros lugares do mundo, como nos festiveis de cinema de Berlim e Sundance (onde foi exibido com o nome de "The Other Mother").


Dirigido por Anna Muylaert, o filme está disponível no streaming do Telecine. Assista grátis por 7 dias.



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