O que esperar de "Malévola - Dona do Mal"?

Atualizado: Jan 20

No último dia 17 de outubro de 2019, a sequência de Malévola ganhou sua estreia nos cinemas do Brasil. Dirigido por Joachim Rønning e com roteiro produzido por Linda Woolverton, o filme segue em primeiro lugar na liderança das bilheterias do país, ultrapassando até mesmo Coringa.

Responsável por dar início à onda de live-actions de clássicos da Disney, Malévola foi bastante aclamado em 2014, ano em que foi lançado pela primeira vez nos cinemas. Com um roteiro diferente do original, o filme chamou a atenção por demonstrar que diferente do que sempre foi ensinado aos que assistiram e leram contos de fadas, o amor romântico não é o único responsável por quebrar os feitiços nas histórias, e que uma vilã, as vezes não é tão vilã assim.


Entretanto, apesar de ser um roteiro que prometia fortes emoções, Malévola - Dona do Mal, acabou se perdendo numa narrativa pobre e sem tanto conteúdo. Tudo se desenrola a partir do momento que Aurora (Elle Fanning) aceita o pedido de casamento do Príncipe Phillip (Harris Dickinson); a partir disso, os dois pensaram na possibilidade de união dos dois reinos inimigos - Moors e Ulstead- através do matrimônio. Porém, em ambos os lados haviam pessoas que não estavam muito contentes com isto: Malévola (Angelina Jolie) e Rainha Ingrith (Michelle Pfeiffer).


Obviamente, fica explícito que o maior embate será entre Malévola e Ingrith, mas quando se assiste o filme, não é tão surpreendente quanto parecia ser nos trailers. Na verdade, durante boa parte do longa, é como se Malévola estivesse num "retiro espiritual" descobrindo mais sobre si mesma, de onde ela veio, e qual é o seu propósito. O que de fato, não é ruim, mas também não é tão estimulante quanto no primeiro da sequência.


A personagem de Fanning chega a ser irritante, já que se deixa enganar e manipular absurdamente por uma pessoa que mal conhecia, deixando de lado suas origens e quem verdadeiramente a amava. Suas ações só acontecem no final, e mesmo assim, não fazem tanta diferença.

Mas, como tudo tem uma exceção e nada é composto apenas por defeitos: a fotografia e os efeitos estão maravilhosos! Pela primeira vez na vida, eu recomendaria que alguém assistisse um filme em 3D, pois parece que Malévola foi feito para assistir nesse formato. Além disso, temos diversas cenas de humor para nos divertir, e uma grande lição de moral de que a guerra não é a solução e nunca será.


O filme infelizmente não é tão bom quanto o primeiro. As vezes acontece de irmos ao cinema com tantas expectativas que esse efeito de "poxa, não foi tão bom quanto antes" seja perfeitamente compreensível. Sinto que em Malévola - Dona do Mal, houve muita informação que não era tão necessária, que faltou mais foco na própria Malévola, e que até mesmo Aurora poderia ter sido mais protagonista, já que Ingrith tomou um grande espaço dentro do roteiro. O nome do filme é Malévola - Dona do Mal, mas talvez esse adjetivo não caiba à ela. Na verdade, nunca coube, já que ela está sempre nos trazendo grandes provas do que é o amor.





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