O Chamado da Floresta | Crítica

Adaptação da obra de Jack London, o filme "O Chamado da Floresta" (The Call of the Wild) traz uma emocionante história de liderança e superação aos cinemas.


Divulgalção: 20th Century Studios Brasil

A história gira em torno de Buck, um cachorro completamente fora dos padrões, enorme e extremamente dócil, e que causa grande bagunça por onde passa devido seu jeito desastrado de ser. Ele é o cachorro de estimação do juiz da cidade, o que de certa forma o proporciona respeito e certos privilégios, Buck acaba sendo sequestrado e vendido para um mercado de tráfico de animais, onde se vê arrancado de sua vida de conforto na Califórnia e jogado em uma realidade bem além de sua imaginação.


Descartado nas proximidades da cidade do rio Yukon, no Alasca, ele acaba sendo vendido para Samba (Omar Sy) que trabalha realizando entrega de correspondências pelas cidades. Buck conheça então a segunda fase de sua vida, onde se torna membro da matilha de cães puxadores de trenó de Samba. Ele passa por diversos testes, onde tem de aprender a se conectar com seu espírito animal, reforçar suas raízes e principalmente aprender sobre trabalho em equipe. Sendo um cão extremamente grande, logo Buck se destaca entres demais o que acaba arrebatando uma rixa com Spitz, o atual líder da matilha, que sente seu posto ameaçado ao ver o novato receber demasiada atenção de seu mestre e de seus companheiros.


Divulgalção: 20th Century Studios Brasil

Ao longo do filme Buck se prova merecedor e se torna o líder da matilha, o que não dura muito por Samba acaba perdendo seu posto quando o governo decide substituir a prática do envio de cartaz por telegramas, situação essa que o filme acaba mostrando um certo paralelo com os tempos modernos onde as funções humanas acabam sendo substituídas por máquinas.


Após ser forçado novamente para um novo destino, Buck conhece Hal (Dan Stevens), homem da elite ganancioso e completamente obcecado por dinheiro. Ele compra a ex-matilha de Samba e embarca numa missão em busca de ouro nas redondezas. Enfrentando novamente desafios de vida ou morte, Buck tem o curso de seu caminho novamente alterado e acaba nas mãos de John Thornton (Harrison Ford), um homem que perdeu o sentido da vida após a morte de seu filho e está em busca de um novo propósito. Juntos, eles seguem em uma trilha desconhecida e pouco explorada, e acabam encontrando mais do que ouro e novas terras.


Divulgalção: 20th Century Studios Brasil

O filme tem uma ótima fotografia, com cores vivas e intensas, que conseguem facilmente transmitir a emoção do momento. As expressões de Buck são muito bem feitas e passam uma sensação de total realismo do animal.


A história deixa um pouco a desejar em relação a coerência e seguimento de algumas cenas, onde as pontas soltas não se unem novamente, mas entrega um final emocionante e uma grande mensagem sobre liderança e superação.



Dirigido por Chris Sanders, o longa chega aos cinemas em 20 de fevereiro.


Leia o livro que inspirou o filme.


Notal final: ⭐⭐⭐




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