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O Beco do Pesadelo | Crítica

Atualizado: 21 de abr.

O cineasta mexicano Guilhermo del Toro já dirigiu obras como ‘A forma da Agua’ (que foi ganhador do prêmio de melhor filme no Oscar de em 2018) e, agora, em 2022, o seu novo longa-metragem, intitulado como ‘O Beco do Pesadelo’, chegará ao cinemas brasileiros. o filme, baseado no livro de William Lindsay Gresham, acompanha um homem misterioso que chega a um circo, lá ele aprende tudo que sabe sobre a arte do ilusionismo, porém, com o passar do tempo, aquele lugar se tornou pequeno demais para individuo de grande ambição. Além disso é estrelado por Bradley Cooper, Cate Blanchett e Roney Mara, também conta com nomes como os de Toni Collette, Willem Dafoe e Ron Pelrman.



Seu roteiro além de possuir pontos de viradas bem demarcados, transmite um efeito de “dois em um”, o primeiro terço do longa, apesar de ser super importante para o desenvolvimento de Stan Carlisle (protagonizado por Bradley e o personagem de mais destaque), parece se estender tanto que convence quem assiste de que toda a história transcorrerá dentro do circo, isso se concretiza ainda mais quando, ao sair da sessão, você se dá conta de que certo atores, como Dafoe e Collete (que possuem nomes, e atuações, de grande peso), tem seu tempo de tela restringido a esse primeiro terço. Em relação ao restante, é correto dizer que flui muito melhor, principalmente quando Lilith Ritter (Cate Blanchett) entra em cena. Falando em cenas, vale destacar que a de encerramento é excelente e causa um clima pesado e desconfortável no público, nela Bradley Cooper entrega uma atuação digna de Oscar (chorar e rir, ao mesmo tempo, não é lá a coisa mais fácil do mundo)


Apesar de estar sendo considerado como “o novo filme de terror de Guilhermo Del Toro”, digamos que este é apenas sugestivo e acaba ficando apenas no clima do filme, além disso pode ser, facilmente, confundido com um suspense criminal. A parte técnica contribui assertivamente com isso, a direção de arte, fotografia e figurino estão condizentes, sombrios e te transportam para uma ótima reconstrução dos anos 40. Arrisco-me até a dizer que o longa poderá fazer presença na temporada de premiações por causa dessa parte artística e pelas atuações de Bradley e Cate Blanchett.


Não é apenas de bom roteiro e boa produção que se vive um filmes, as atuações contam muito e aqui vemos o personagem de Cooper cujo possui uma ambição e adaptação clara, mas sua personalidade já foi vista em personagens, como Han solo, por exemplo, a de Roney possui uma personagem que claramente não é burra e através de olhares ela transmite isso e, apesar de o amor as vezes a cegá-la, ela tem personalidade o suficiente para entender q o que está fazendo não é correto.


O último ponto que tenho que trazer a tona se encontra no último terço do filme onde é possível perceber uma quantidade maior de cenas de body horror (também conhecido como horror corporal), ou seja, o diretor optou por colocar cenas de cabeças ensanguentadas, orelhas feridas e atropelamentos, isso tudo com o famoso truque da pouca luminosidade, deixando esses acontecimentos bem menos impactantes e fortes (lembrando que o filme não é recomendado para menores de 16 anos).



‘O Beco do Pesadelo’ chega dia 27 de janeiro nos cinemas.



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