Juliana Estradioto, o futuro da ciência

Atualizado: 21 de Out de 2019

Recentemente nossa equipe teve o privilegio de entrevistar a Juliana Estradioto, a jovem de 18 anos que foi vencedora do maior prêmio de ciência do mundo, e teve a oportunidade de acompanhar ao vivo a cerimônia do Prêmio Nobel.

Foto: Fapesp

A gaucha ganhou o primeiro lugar na categoria Ciência dos Materiais na premiação da Intel ISELF (International Science and Engineering Fair) 2019, realizada no dia 17 de maio, nos Estados Unidos.


Seu projeto premiado utiliza a casca da macadâmia para alimentar micro-organismos responsáveis por produzir membranas que podem ser utilizadas em várias situações, como para fabricar embalagens biodegradáveis. (Fonte: Revista Galileu)


Foi primeira menina brasileira a representar o Brasil no Seminário de Internacional de Jovens Cientistas de Estocolmo (SIYSS, na sigla em inglês), programa exclusivo de ciência e cultura que leva 25 jovens pesquisadores do mundo para a Suécia durante a semana de premiação do Nobel.


Confira abaixo a entrevista exclusiva concedida para o The Feminist Patronum:


- Sua família e amigos sempre incentivaram seus estudos?


"Sim! Minha mãe é professora, então sempre me incentivou muito nesse sentido, mas ela nem precisava cobrar."


- Você já sofreu algum preconceito por ser mulher? E inteligente?


"Preconceito por ser mulher sim, mas ainda acho que há um preconceito não só com as mulheres, mas com os jovens fazendo pesquisa porque é algo muito universitário no Brasil. Por ser inteligente foi mais o bullying durante a escola."


Acervo pessoal

- Se você pudesse dar um incentivo pras meninas mais novas que se interessam pela área, o que seria?


"Que elas encontrem exemplos e que elas vejam que é possível, que ciência não é algo só pra meninos. Nunca esqueçam que vocês são capazes, que vocês podem sonhar grande e alcançar coisas lindas. O mundo é de vocês!"


- E para encerrar, onde você se vê daqui a cinco anos?


"Espero que eu esteja terminando a faculdade e que continue trabalhando com pesquisa e divulgação científica."


Acervo pessoal

Fundadora do projeto Meninas Cientistas (@meninascientistas), que promove e divulga meninas que estão se destacando na área de ciências.


Juliana também ganhou uma bolsa completa em um programa para desenvolver pesquisa durante um mês no Instituto Technion de Israel, um dos maiores do mundo. Entretanto a brasileira ainda precisa de nossa ajuda para arcar com os custos das passagens aéreas.

Você pode contribuir com a ciência doando nesse link: http://vaka.me/609413



Muito obrigada pela entrevista, Ju! Estamos torcendo por você <3




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