Indicações pra quem diz que ‘Negro não Produz”

Dados levantados em uma pesquisa em setembro de 2020, conduzida pelo portal Vagas.com e veiculada na revista Exame, entre as mais de 200 mil pessoas participantes da pesquisa, mais da metade declarou ser parda ou preta. E ao responder sobre o cargo que ocupavam, 47,6% dos negros trabalham no nível operacional ou de auxiliar. Enquanto cargos de liderança, como diretores, apenas 0,7%. Trazendo números do mercado audiovisual, em 2016 a ANCINE (Agência Nacional do Cinema), dos 142 filmes nacionais lançados naquele ano apenas 2% tinham um homem negro na direção, enquanto homens brancos, 75,4% das direções.


Para ir na contramão disso, listamos algumas produções de diversas áreas do audiovisual para consumirmos, mostrando que negro produz sim!


Gabi de Pretas



Comunicadora social de formação, Gabi desenvolve conteúdo para internet, valorizando sempre importância do ativismo digital. Em seus vídeos busca tratar pautas diversas; e entre elas questões raciais.

Gabi também é integrante e apresentadora do Podcast Afetos. Conduzido também por Karina Vieira, no programa, as comunicadoras falam sobre assuntos de cunho bem pessoal, coisas que às afeta, aproximando pessoas os ouvintes.



Vidas Negras Podcast



Um programa original e recém lançado pelo Spotify, é comandado pelo jornalista Tiago Rogero que analisa e entrelaça a trajetória e a obra de personalidades da história e da atualidade. Os episódios disponíveis já contam com a participação de grandes nomes, como Djamila Ribeiro e Sônia Guimarães. Ouça agora


Quebrada Pod



Mais um podcast na lista. O Quebrada Pod com entrevistados que promovem reflexões sobre a vida vista da perspectiva periférica, sempre com uma boa dose de humor.


O que você não vê


Produzido pela nossa colaboradora, aqui no The Feminist Patronum, Giulia. O documentário, em forma de curta-metragem, apresenta alguns atores deram a vida a depoimentos de diversas pessoas pretas ,que sofreram racismo de forma velada e/ou explícita, cujo o intuito é compreensão e auto reflexão, para que outras situações assim não passem em branco:



Coletivo Narrativas Negras



O projeto voluntário, inteiramente feminino formado por 70 mulheres de todo o Brasil. O maior braço do coletivo é o livro Narrativas Negras. O livro reúne e conta a história de 40 grandes mulheres negras brasileiras com feitos ou pensamentos transformadores para a sociedade, selecionadas a partir de pesquisas bibliográficas e qualitativas, das quais possibilitaram a seleção das personalidades para terem suas histórias narradas.

Baseado no caráter 100% voluntário do projeto, o livro contou com um financiamento coletivo para seu lançamento.


Marginalmente



A plataforma de comunicação foi criada com o objetivo de proporcionar visibilidade para a arte na periferia, o Marginalmente é um projeto de vem desmistificar o estereótipo de que “favela” é sinônimo de criminalidade. O projeto apresenta matérias e entrevistas sobre os artistas, eventos, projetos.


Pretitudes



O Portal de entretenimento negro, concentra suas publicações com desejo de transmitir a descolonização e empoderamento da população negra a partir da reeducação e construção de uma base epistemológica afrocentrada.


Levante Negro



Levante Negro é um coletivo de caráter informativo que busca compartilhar conteúdos como arte e música e divulgar trabalho de profissionais negros. Temas como violência contra a população negra, saúde pública e ações culturais


Projeto Bunekas



O Projeto Bunekas é feito por voluntários e desenvolvido a partir da busca pela alegria. O projeto sem Fins Lucrativos confecciona bonecas, vestidos, acessórios para o cabelo para crianças na África. Iniciado com um grupo de mulheres e com a ciência de que muitas crianças vivem em situação de vulnerabilidade e violência social, elas costuram bonecas de pano.



Estas foram algumas indicações das mais diversas categorias, estilos e regiões. Muitas ficaram de fora, mas em cada perfil dispostos aqui também sugerem e disponibilizam perfis semelhantes.


É sempre bom compartilhar e fortalecer nosso trabalho, de pessoas negras e compreender que negros não falam apenas de racismo, mas produzem conteúdos de qualidade para todos os gostos.



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