Girl-Power do Mês: Jane Austen

“Orgulho e Preconceito” é um clássico inglês muito apreciado em redor do mundo. Quem não gostaria de viver um romance de crescimento e amaduramento pessoal como Fitzwilliam Darcy e Elizabeth Bennet?

Hoje, o foco volta-se não para o livro, mas para a sua autora, Jane Austen, a nossa Girl-Power desse mês de Agosto e, caso não saibas, feminista de carteirinha. Não se esqueçam de compartilhar connosco no Twitter ou Instagram o que acham dessa mulher incrível e de passar pelo nosso YouTube!

Retrato de Jane Austen | Fonte: Wikipedia

JANE AUSTEN (EM GERAL)


Jane Austen nasceu a 16 de Dezembro de 1775 em Hampshire, Inglaterra, e morreu quarenta e um anos depois, após publicar anonimamente (devido ao estigma com mulheres) seis principais obras que criticam não apenas os romances de sensibilidade que eram tão populares no século XVIII mas também a “classe média”. Tem um estilo de escrita distinto, aplicando muito o uso da ironia, do realismo, do humor e do comentário social. Usa muitas vezes o ridículo – “a rir, a rir, se curam os defeitos”. Sabemos que não viveu o suficiente para viver as suas obras prosperar como hoje em dia são amadas pelo público.


No entanto, a sua carreira começou a descolar quando as suas novelas foram republicadas pela série de Richard Bentley, ilustradas e vendidas como um set. Cinquenta e dois anos após a sua morte, a sua sobrinha publicou “A Memoir of Jane Austen”, que nos apresentou uma versão pessoal da sua vida e da sua carreira na escrita. Embora ela tenha vivido há séculos atrás, temos muita informação sobre a sua vida, provenientes do manuscrito publicado pela sobrinha e por cartas biográficas escritas pela família em memória de Jane.

Livros de Jane Austen em Aguarela | Fonte: Pinterest, Autor Desconhecido

OBRAS DE JANE AUSTEN E LIÇÕES SOCIAIS


Jane Austen escreveu seis livros: "Orgulho e Preconceito", "Senso e Sensibilidade", "Emma", Mansfield Park", "Persuasão" e "Northanger Abbey". Além disso, escreveu outras inúmeras histórias curtas, todas elas salpicadas com ironia, realismo e sátira que criticavam vários aspetos da sociedade (embora ela não se considerasse uma escritora política), nomeadamente o preconceito de que eram alvo as mulheres e a diferença entre classes sociais.

"A minha coragem apenas aumenta com cada tentativa de me intimidar" - Jane Austen | Fonte: USA Today

JANE AUSTEN (COMO FEMINISTA)


Então podemos considerar Jane Austen uma feminista, num século em que as mulheres mal eram autorizadas a pôr o pé fora de casa a não ser para encontrar marido, como vemos na história de Elizabeth Bennet? A resposta está nas suas obras, e é um grande e redondo SIM.


Jane Austen não só nos traz personagens cativantes, cheias de personalidade e fortes, como também critica todos aqueles que diminuem as mulheres e os outros por serem de classes "mais altas" nos seus livros, mascarados por romances que nos fazem suspirar. É uma escritora incrível, com um discurso singular, mas que era impedida de fazer a sua arte apenas pelo seu género e, por isso, teve de os publicar em anonimato. Era uma ativista à sua maneira, partilhando com os seus livros a sua visão do mundo, uma perspetiva em que a mulher tinha todos os direitos que o homem - algo que até hoje ainda não se concretizou, mas estamos cada vez mais perto de o alcançar.


E merecemos, nós, mulheres como Austen!



nossa equipe tfp.png
  • YouTube
  • Twitter
  • Instagram

© 2020 por The Feminist Patronum.