Gilda Abreu: cineasta, atriz, cantora, escritora e radialista brasileira.

Cineasta, atriz, cantora, escritora e radialista brasileira. Esta era Gilda Abreu, nascida no dia 23 de setembro de 1904, na França, cujos pais residiam em Paris. Seu pai era um médico diplomata e sua mãe, cantora lírica portuguesa.



Pertencente à uma família burguesa e católica, quando possuía 4 anos, Gilda foi batizada no Brasil, para onde retornou apenas 10 anos depois. Iniciou seus estudos com sua própria mãe, e quando veio morar no Rio de Janeiro, residiu no bairro Tijuca, com seus avôs. Foi educada de acordo com os moldes europeus e estudou nos melhores colégios de elite da cidade.


Em 1922, com 18 anos, ingressou no Instituto Nacional de Música do Rio de Janeiro, formando-se em 1927 em canto lírico. A partir desse momento, Gilda iniciou sua carreira como cantora lírica, e apesar de sua paixão ser o teatro, não protagonizou nenhuma peça até a morte de seu pai e de seu avô. O fato de mulheres serem mal vistas no cenário teatral naquela época a impediam de atuar, ainda mais por pertencer a uma família burguesa, que achava um absurdo Gilda ingressar em tal ramo.


Em 1933, estreia a primeira opereta protagonizada por ela, “A canção brasileira”, cujo ato “A princesa esfarrapada ou A princesa maltrapilha” foi escrito por ela e acrescentado no dia 25 de abril de 1933. Após “A canção brasileira”, ainda em 1933, protagonizou “Maria”, “A Cantora do rádio” e “Jurity” de Viriato Correia, e “A Casa Branca” de Freire Júnior.


Casou-se aos 29 anos com Vicente Celestino, com quem contracenou em “A canção brasileira”. Os dois permanecem casados até a morte de Vicente, em 1968.



Em 1936, Gilda estreia nas telas de cinema com “Bonequinha de Seda”, dirigido por Oduvaldo Viana. O filme foi de grande impacto na vida da atriz, já que foi exclusivamente pensado para que ela o interpretasse, inclusive com cenas quase biográficas de sua vida. “Bonequinha de Seda” foi também um grande marco para o cinema brasileiro, já que foi visto como o ponto de retomada para a produção de filmes de qualidade no país. Além disso, foi exibido no Cine Palácio, e em alguns outros países como Argentina, Chile, Portugal e Uruguai.


No início da década de 40, com o sucesso das radionovelas, Gilda investe na escrita das mesmas. Para a Rádio Nacional, escreve “Mestiça”, “Aleluia”, “A Cigana” e “Pinguinho de Gente”, além de escrever outras como “Alma de palhaço” para a Rádio Tamoio. Ainda nessa época, mais precisamente em 1945, começou a trabalhar no filme que dirigiria, “O Ébrio”, um grande sucesso de bilheteria.


Em 1947, em parceria com a Cinédia, iniciou as filmagens de seu novo filme “Pinguinho de Gente”, que não obteve tanto sucesso quanto o primeiro. Seu terceiro filme, “Coração Materno”, uma adaptação de uma canção do marido Vicente, também não é bem recebido pelo público, e Gilda adoece. Depois disso, passa a se dedicar apenas à escrita, escrevendo poemas, radionovelas e contribuindo com alguns roteiros.


Em 1977, alguns anos após a morte do marido, filma “Canção de Amor”, um curta de homenagem à Vicente. Nesse mesmo ano se casa com José Spintto, e logo depois, entre 1977 e 1979, funda o Centro Cultural Artístico Nícia Silva, em homenagem a sua mãe.

Dia 3 de julho de 1979, Gilda Abreu falece devido à uma trombose cerebral.

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