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Free Guy é um filme de ação surpreendentemente divertido

Guy vivia uma vida bem monótona, acordava todos os dias para vestir o mesmo conjunto de sempre, comer a mesma comida de sempre e viver a mesma rotina de sempre em seu trabalho como caixa de banco.


Até que, em um belo dia, ele quebra a rotina ao esbarrar com a mulher de seus sonhos. E assim, como consequência milhares de possibilidades desenrolam e ele descobre que, na verdade, faz parte de um vídeo game e seu papel é ser apenas o figurante que está ali para apanhar e somar pontos aos verdadeiros jogadores.


Porém, esse mundo está prestes a ruir e ele pode ser o único capaz de salvá-lo

Disney/Fox

O título desse texto faz jus ao filme, Free Guy é uma enorme mistura de cenas de ação, comédia, um toque de romance e um enredo interessante do começo ao fim. E, nas mãos de um elenco de peso e ótima direção, o resultado final é um filme consistente e divertido em toda as suas quase 2 horas de duração.


Com Ryan Reynolds no papel de Guy, nosso representante dentro do jogo ao lado de Lil Rel Howery (Caixa de Pássaros), e Joe Keery (Stranger Things) com Jodie Comer (Killing Eve) como os principais do mundo real, você se diverte ao mesmo tempo que fica na ponta da cadeira torcendo, e também ao mesmo tempo que se choca com a quantidade de celebridades que aleatoriamente navegam pela história.


Até boa parte do filme eu não sentia confiança que algumas piadas funcionariam para todos, mas a última hora da história flui incrivelmente bem, inclusive é onde a maior parte dos pontos positivos estão.


As várias participações especiais desse filme foi o toque final para fazer a audiência sair do filme 100% extasiado, uma vez que, pelo menos falando por mim, não esperava boa parte dos nomes e por isso não vou estragar a experiência de vocês enumerando quem deve esperar. Mas vá preparado para viver reações em alto e bom som.

Taika Waititi, Utkarsh Ambudkar e Joe Keery. Disney/Fox

Somando tudo isso, o filme ainda entrega um roteiro pelo menos consistente, um enredo interessante e bons efeitos especiais que te convencem que toda a história contada poderia ser algo real. Shawn Levy, também diretor de nomes como Stranger Things, Uma Noite No Museu, Doze é Demais e Gigantes de Aço, sabe o que faz e usa bem todos os nomes que conquistou para Free Guy.


Pelo fato da ação principal acontecer dentro de um jogo, o filme tem passe livre para brincar com o bizarro, com impossíveis lutas e referências que, se estivéssemos vendo um filme que não do grupo Disney, jamais seriam possível de acontecer. Essas referências elevam a experiência para outro patamar, isso eu posso garantir.


E não podemos encerrar esse texto sem mencionar a performance do recém vencedor do Oscar, Taika Waititi, como "o grande vilão" do filme. Waititi é Antwan, dono da empresa desenvolvedora do jogo Free City (algo similar ao GTA sem tanta violência) e a pessoa que rouba o trabalho de Keys (Keery) e Millie (Comer) para lucrar com a sua versão mais comercial do jogo. Enquanto dentro do videogame acompanhamos o desenrolar de Guy descobrindo a verdade sobre si, no mundo real é onde o assunto fica mais sério envolvendo temas como a ética de grandes empresas com seus funcionários e abuso de poder dos donos das organizações.