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Febre Tropical | Resenha

Mi Reina. Quanto custa a felicidade?



Febre Tropical, primeiro romance de Juliana Lopera. Entrega em Francisca, a personagem principal, diversas incertezas e ressentimentos, típicos de uma adolescente dos anos 2000, mas intensificados pelo desgosto de se mudar para os Estados Unidos e uma família um tanto conturbada. Sua infelicidade é iniciada durante a saída da Colômbia e o calor infernal de Miami. Tudo deveria ser "perfeito", mi reina, a ideia vendida de que EUA é a solução para todos os problemas do mundo, e em particular para sua família, composta integralmente por mulheres. O “sonho americano” tão imaginado por sua mãe está tão distante que a família é sustentada pela Iglesia Cristiana Jesucristo Redentor.


Mesmo contra vontade, Francisca também se torna membro da Igreja. E em meio às descobertas de sua sexualidade, aceita Jesucristo como Senhor e Salvador - mesmo ou era sua paixão por…?


Como se não bastasse, reinita. Essa é a vida tem de levar agora: Sem amigos, Mami possivelmente escondendo uma doença, La Tata se afundado no alcoolismo, Lucía/Safira Aleluia! E sua ambiguidade de sentimentos, divididos entre Jesucristo, a filha da Pastora, seu namorado (?), O vizinho não namorado, Andrea e The Cure e The Strokes.


Lançado originalmente em 2020, foi finalista do Kirkus Prize, na categoria ficção, e do Aspen Literary Prize, em 2021. Para quem procura literatura queer estrangeira fora do eixo norte americano, está aí uma ótima leitura colombiana, reinita.


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