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Entrevista: Maria Gabriela de Faria

The Moodys é a nova série de comédia familiar da FOX e acompanha a família que dá nome à produção. A trama segue Sean Moody (Denis Leary, de O Espetacular Homem-Aranha) e Ann Moody (Elizabeth Perkins, de Quero Ser Grande), um casal pouco carismático que se reúne com seus três filhos adultos na sua casa em Chicago, para passar o feriado de Natal. No entanto, Dan (François Arnaud), um dos filhos, acabou de terminar um namoro de anos e passa a evitar as perguntas sobre relacionamentos tão propícias da época do ano, mas o que ele menos esperava era se apaixonar pela namorada do primo, Cora (Maria Gabriela de Faria).



A primeira temporada conta com seis episódios de vinte minutos cada e acompanha o Natal da família numa contagem regressiva até o dia 25 de dezembro, mas que com os acontecimentos acaba se tornando uma verdadeira bomba-relógio. The Moodys estreou oficialmente em 2019 no canal fechado da FOX no exterior, e agora retorna para sua segunda temporada.


Prevista para lançar no ano passado, a nova temporada agora chega com dois episódios a mais que a anterior, mesmo após o adiamento causado pela pandemia de COVID-19. O The Feminist Patronum teve a oportunidade de bater um papo com Maria Gabriela de Faria, que interpreta Cora na série, para falar um pouco dos acontecimentos que estão por vir nos novos episódios, bem como seu desenvolvimento como personagem. Confira abaixo.



  • Na sua opinião, qual é a principal diferença entre a Cora da primeira temporada e a da segunda?

Na primeira temporada a Cora era uma espécie de outsider, ela só estava lá por causa do Marco e andava muito “pisando em ovos”, não conhecia a família muito bem… ela estava numa espécie de triângulo amoroso então era tudo muito estranho pra ela. Mas ela é meiga e adorável, é muito fácil e muito rápido para os outros gostarem dela.

Nessa nova temporada, Cora se sente mais parte da família, mais confortável com todo mundo, além de estar mais madura. Dan e ela estão iniciando um novo capítulo do relacionamento deles, e a família também está iniciando uma nova etapa. Então pra mim a Cora se sente mais ancorada e mais madura.


  • Qual é a principal diferença de The Moodys para outras sitcoms familiares, como Modern Family, Full House…?

Eu amo todas as séries que você mencionou, mas eu sinto que The Moodys acaba sendo mais real. Minha família não é americana, mas quando eu olho pra eles eu vejo a minha família. Eles têm uma linguagem do amor mais universal, uma dinâmica que às vezes acaba sendo disfuncional… e isso é real [nas famílias hoje em dia]. Eles não são perfeitos, e às vezes nós nos sentimos na obrigação de retratar famílias perfeitas e integrantes perfeitos como gostaríamos que as nossas famílias fossem. Em The Moodys fica claro que eles se amam, mas há uma resistência às vezes por parte dos membros e essa relação que nem sempre é perfeita, o que acaba destacando-se numa série.


  • Como você conseguiu trazer um pouco da sua origem luso-venezuelana para Cora?

A gente tem ótimos diretores e roteiristas e eles mostraram ser pessoas bem abertas, que gostam de diversidade entre os personagens. Eles me perguntam muita coisa no processo criativo para escrever as falas da Cora, pedem minha opinião. É compreensível, visto que a vivência deles é nos Estados Unidos, então eles são muito abertos a incluir mais diversidade no roteiro. Eu agora entendo como eles são tão bem-sucedidos, vivendo nessa indústria por anos e anos, por serem muito humildes e sempre abertos a receber o que as pessoas têm a entregar. Se algo não dá certo, eles começam de novo de uma maneira diferente. Eles me deixam participar da narrativa, falar algumas linhas em espanhol, e isso nunca aconteceu antes na minha carreira.


  • Para quem te conhece como Isa TKM, como será a recepção da Cora?

Todos nós sempre vamos amar a Isa. No início eu admito que estava bem resistente, mas eu devo tanto a Isa, mesmo fazendo 12 anos desde que a novela foi lançada. E o Brasil sempre apoiou muito meu trabalho, desde Isa TKM a Deadly Class que eu interpretei uma personagem diferente da Isa e diferente da Cora. Então as expectativas são altas, eu acho que eles vão amá-la e abraçá-la, e eu espero que sejamos tão bons quanto eles merecem. The Moodys é um trabalho de amor e fácil de se identificar, tem uma linguagem universal de amor.


Entrevista realizada por Beatriz Vaccari

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