Entenda o caso de Mia Khalifa

Atualizado: Jul 26

(trigger warning: abuso sexual)


Você consome, ou conhece alguém que consome pornografia? Hoje falaremos um pouco sobre o impacto que esses vídeos causam nas vidas dessas mulheres, focando num caso específico bem famoso, Mia Khalifa.



Após Mia Khalifa ter postado em sua conta no TikTok um vídeo onde falava: “aquele ataque dissociativo lembrando que a única impressão que centenas de milhares de pessoas tem sobre você é baseado nos piores, mais tóxicos e não característicos 3 meses da sua vida quando você tinha 21 anos.” O vídeo, então, viralizou e abriu uma discussão importantíssima nas redes sociais: o que acontece com as mulheres na indústria pornográfica.


Houve um choque muito grande de todos ao descobrirem que Mia só fez os vídeos por apenas 3 meses, e ainda assim ficou tão conhecida, porém, como a própria criou coragem para contar publicamente, ela não ganhou nem metade do dinheiro lucrado pelos empresários com o corpo dela. Ela ganhou muito apoio na internet ao contar sua situação, explicando assim no twitter:


“PornHub, BangBros, XNXX, etc. constantemente colocam propagandas e promovem os vídeos de 6 anos atrás quando eu estou nas notícias por alguma coisa positiva na minha carreira. É por isso que é difícil deixar claro que eu PAREI COM ISSO. Eles estão fazendo milhões acreditarem que eu estou ativa e eu não consigo escapar.”



Confira todos os tweets em sua conta oficial (twitter.com/miakhalifa)


Assim como centenas de mulheres, Mia foi manipulada e força a entrar nessa indústria. Ela vêm falando por um tempo em entrevistas como está há anos fazendo terapia para melhorar de todo o abuso psicológico que sofreu, sem contar do próprio abuso sexual. Ela foi desonrada pela família, é constantemente perseguida na internet e na vida real, tem dificuldade de continuar com sua carreira própria por seu passado. Além disso, o único lucro que ela ganhou foi de 12 mil dólares, apesar dos milhares que essas empresas citadas acima lucraram em cima dela.


Hoje, Mia quer justiça para conseguir tirar os vídeos do ar. Ela não pode simplesmente processar o PornHub por ser uma empresa gigante que destruiria ela legalmente, já que foi forçada, anos atrás, a assinar um contrato que tirava dela o poder de escolha sob seu corpo.


Agora, você pode acompanhá-la em seu Instagram, onde divulga seus trabalhos como modelo, ou suas lives no Twitch e seu canal no YouTube. Por um tempo, Mia também foi co-apresentadora de um programa sobre esportes, SportsBall.


Não há consumo de pornografia que seja ético, considerando que, ao assistir a um vídeo em uma plataforma como o PornHub, que permite abusos como esses citados acima e mais, como por exemplo, muitos vídeos de estupro e abuso infantil disponíveis no site, você está diretamente apoiando essa empresa para que ela continue existindo e se enriquecendo. É uma discussão muito extensa, com infinitos caminhos e muito ao que ser debatido, mas essa é ponta do iceberg: a pornografia é raiz da cultura do estupro, ela alimenta estereótipos, incontáveis tipos de abusos e a normalização deles, e alimenta a ideia de que consentimento pode ser comprado.


É de extrema importância que paramos de consumir pornografia.


Para ajudar Mia Khalifa a conseguir justiça, assine a petição:


http://chng.it/QQfkPMZffT


twitch da mia: https://m.twitch.tv/miakhalifa/profile

youtube: https://www.youtube.com/channel/UCZditekzWG-XNa4Utxzl_oA



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