ENEM 2020 em contexto de pandemia

O ENEM, além de avaliar concluintes do Ensino Médio, é porta de entrada para universidades. Entretanto, durante a pandemia, muitos estudantes brasileiros estão sem aulas ou, quando tem, é insatisfatória.

Na teoria, o ENEM avalia sob mesmo método os estudantes, então, dá a mesma oportunidade de ingresso. Mas, na realidade, alunos de colégios particulares têm privilégios, como, entre outros, melhores condições de ensino e, até mesmo, estudo direcionado para a realização do exame.


Em tempos normais, a disparidade da nota entre alunos de colégios particulares e de públicos é notória. Assim, mostra, mais uma vez, o quão desigual é o ensino no Brasil.


Com a pandemia, onde muitas escolas estão paradas, a desigualdade está mais explícita.


O Ministério da Educação, de início, foi contra o adiamento da data de aplicação do exame. Somente após a manifestação de alunos e educadores contra a manutenção da data que começaram a dialogar sobre uma possível troca.


Sem aulas, manter a data nunca devia ter sido uma opção.


Em um país em que 30% da população não tem acesso à internet, em campanha, o Governo alegou que os alunos estudam pela internet. Além disso, muitos não têm estrutura adequada para estudarem em casa, uma vez que a até mesmo a falta de ambiente adequado dificulta a aprendizagem.


Mesmo com o auxílio emergencial, problemas financeiros também estão fazendo com que muitos abandonem os estudos, uma vez que precisam trabalhar mais.


Questões psicológicas também impactam os alunos durante a pandemia.


Todas as incertezas e falta de ensino, colaboram para abalar o psicológico de vestibulandos que já estão muitas vezes comprometidos pela pressão exercida por pais, professores e si próprio. Além disso, o ENEM é uma prova longa e que exige muito emocionalmente dos alunos.


Após a pressão de estudantes e profissionais da área da educação, a data do Enem, antes prevista para novembro, foi modificada para janeiro 17 e 24 de janeiro de 2021 para quem escolheu fazer a prova impressa e 31 de janeiro e 7 de fevereiro para quem escolheu a versão digital.


Com todas as incertezas do governo, instabilidade emocional agravada pelo isolamento social e todo o contexto caótico que vivemos, como podemos esperar que os jovens ainda se dediquem totalmente aos estudos ainda que, em alguns casos, estejam tendo aulas EAD ou remotas?


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