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Dancing With The Devil é um lembrete que artistas são humanos

Quando Demi Lovato lançou a canção Sober, em 2018, ela surpreendeu o mundo ao revelar que havia quebrado sua sobriedade após seis anos. O que ninguém esperava, era que um mês depois de assumir a recaída e prometer buscar ajuda, ela sofreria uma overdose que quase tirou sua vida.

Cena do documentário Dancing With The Devil

A artista, que começou sua carreira como uma estrela teen da Disney em Camp Rock e Sunny Entre Estrelas, passou duas semanas hospitalizada e só deixou o local para ir diretamente para uma clínica de reabilitação, em Utah, nos Estados Unidos. No entanto, o que poucos sabiam até o lançamento de Dancing With The Devil (Dançando Com o Diabo, em português) era o quão perto ela chegou de morrer.


Em seu terceiro documentário, ela reivindica o título de “modelo ideal” para se tornar um “modelo real” para seus fãs, sem esconder seus erros e tudo o que precisou enfrentar nos últimos três anos por conta da dependência química. Demi, que já era considerada uma das artistas mais abertas da indústria musical por contar sua história para ajudar outras pessoas que enfrentam os mesmos problemas, como já havia feito anteriormente no Staying Strong e Simply Complicated, revela que sofreu uma parada cardíaca, três derrames e foi vítima de abuso sexual no dia de sua overdose.


Nesta produção, dividida em quatro partes - todas disponíveis gratuitamente no YouTube -, Demi fala pela primeira vez sobre o motivo que causou a quebra de sua sobriedade: a pressão estética e o distúrbio alimentar. Além de ter uma equipe que exigia uma dieta restrita, que a impedia de comer doces e substituiu seu bolo de aniversário por uma melancia coberta de chantilly light (que virou inclusive tema da música Melon Cake), os ataques nas redes sociais também se tornaram um dos principais motivos para ela voltar a beber.


O documentário conta não só a versão da atriz, mas pessoas que conviveram com ela durante os últimos anos, e que nem desconfiaram que Lovato havia voltado a usar drogas. Além dos relatos de amigos, familiares e colegas de trabalho, Christina Aguilera e Elton John também fazem participações especiais e falam sobre os impactos de crescer em frente às câmeras e da fama na vida dos jovens artistas.


O visual da produção tem seu destaque na narrativa. Com produção da Obb Media e direção de Michael D. Ratner, o time explora o lado criativo nas transições das cenas, recriando eventos, como o reencontro da jovem com a família no hospital em animação, e na abertura, que destaca a jornada da cantora em seu processo de recuperação até a volta aos palcos.


Mais uma vez, Demi Lovato aborda suas dores e fragilidades sem vergonha ou medo de expor as consequências e os danos que tiveram em sua vida, como a perda parcial da visão, o receio de não voltar a cantar e o novo tratamento adotado.


Dancing With The Devil chega acompanhado no single homônimo e ganhou um videoclipe forte e emocionante, que recria exatamente o que aconteceu na noite de sua overdose. Seu sétimo álbum, Dancing With The Devil: The Art Of Starting Over, já está disponível nas plataformas digitais e é a forma que a cantora, de 28 anos, encontrou de transformar sua dor em arte.



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