Crítica: ‘Unicorn Store'

Atualizado: 11 de Abr de 2019

Com visibilidade mundial, a atriz que deu vida a tão esperada Capitã Marvel e vencedora do Oscar de melhor atriz em 2015 por sua performance em “O Quarto de Jack”, Brie Larson estrela e marca sua estréia como diretora no longa 'Unicorn Store', lançado pela Netflix.


Créd. da foto: NETFLIX

O filme conta a história de Kit (Brie Larson), uma jovem adulta que volta a morar com seus pais quando sua arte não é bem aceita e fracassa profissionalmente. Quase sempre no mundo da lua, ela vive na contramão do que é esperado de uma pessoa de sua idade. Na vida real, Kit teria o que chamamos vulgarmente de "Síndrome do Peter Pan". A protagonista tem dificuldade para amadurecer, é insegura e parece presa numa peça nostálgica que já não a cabe mais.


Frustrada com sua realidade, a artista decide que chegou a hora de tomar as rédeas de sua própria vida e crescer. Ela então passa a dançar conforme a música sem graça do mundo adulto, ou melhor, do que julga ser este mundo: arranja um emprego que sufoca sua criatividade, começa a tomar café (que odiava) e a usar ternos cinzas.


Um dia, Kit recebe um convite curioso, sem remetente, que a leva até uma loja chamada The Store (A Loja). O vendedor, interpretado por Samuel L. Jackson - de roupas coloridas, estampadas e com direito a brilho no black power - desperta na jovem um sonho antigo de menina: ter um unicórnio. Para realizá-lo, Kit tem que por em prática uma série de lições ensinadas pelo próprio vendedor.


Créd. da foto: NETFLIX

O roteiro, por Samanta Mclntyre, junto com a direção de Larson e os aspectos estéticos da obra mesclam o drama, a comédia e a fantasia. De um lado: paetê, cores extravagantes, purpurina, desenhos, fadas, bichos de pelúcia... e do outro: cores neutras e um tom bem dramático. É como se fossemos apresentados a dois universos distintos: o adulto e o infantil, com Kit transitando entre os dois, vestida de cores vibrantes dos pés a cabeça em meio ao cotidiano cinzento da cidade.


É uma obra simples, mas cheia de sensibilidade e significados. Apesar de não explorar os temas profundamente, 'Loja de Unicórnios' traz reflexões importantes sobre amadurecimento, sonhos, medo, insegurança, fracasso - algo natural da vida, que assim como Kit, muitas vezes não sabemos lidar -. Mesmo agraciada com um elenco incrível, Brie definitivamente mostrou que promete como diretora e que 2019 é o seu ano.


'Loja de Unicórnios' já está disponível na Netflix.

Texto por Débora Tavares

nossa equipe tfp.png
  • YouTube
  • Twitter
  • Instagram

© 2020 por The Feminist Patronum.