Crítica: Uma Noite em Miami

A premissa do longa é o início da amizade entre grandes ícones afro-americanos e se fosse resumir Uma Noite em Miami em apenas uma palavra, seria: DIÁLOGO.

Divulgação: Amazon Prime Vídeo

A maior parte do filme se passa dentro do quarto de hotel, o templo Harlem. Após a noite da vitória nos pesos-pesados de Cassius Clay (que mais tarde viria ser conhecido mundialmente como Muhammad Ali) contra Sonny Liston no Miami Convention Hall, os quatro amigos: Malcolm X, Clay, Jim Brown (jogador de futebol americano) e Sam Cooke (cantor, uma lenda do soul), se reúnem para comemorar e Clay anunciar sua conversão ao islamismo. Durante essa noite a discussão e o debate sobre raça, religião, ativismo e amizade são os grandes protagonistas.


O grande objetivo do drama é mostrar como cada um deles pode e contribui para o movimento negro. Cada um em sua especialidade, ou arte. Além disso, cada conversa te põe a pensar, ficar instigado sobre o que vai acontecer depois e refletir a respeito de cada perspectiva, que, embora tenham os mesmos objetivos e desejos de liberdade do povo negro, são completamente diferentes. Como disse no início, o diálogo sustenta toda essa tensão.


Embora retrate incidentes do passado, findando com a morte de Malcolm, o filme veio em um momento oportuno, em que vemos o ativismo do movimento negro lutando pela mesma causa que há, pelo menos, 50 anos. E cada adepto lutando a partir de sua perspectiva e contexto social


Dirigido por Regina King (vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por Se a Rua Beale Falasse), o filme é a estreia de King enquanto diretora e conta com uma avaliação de 98% de aprovação no Rotten Tomatoes, uma grande produção que pode concorrer ao Oscar 2021.


Sua estreia ocorreu no último 25 de dezembro nos cinemas, e está disponível na Amazon Prime desde 15 de janeiro.



  • YouTube
  • Twitter
  • Instagram

© 2020 por The Feminist Patronum.