Crítica - Ted Bundy: A Irresistível Face do Mal

Theodore Robert Bundy, mais conhecido como Ted Bundy e um dos maiores assassinos em série da história, ganhou filme e terá distribuição nacional pela Paris Filmes, com data de estreia prevista para o dia 25 de julho de 2019.



Apesar da desconfiança de alguns em relação à capacidade de Zac Efron para reproduzir o personagem de Ted, o filme conseguiu aclamação no Festival de Sundance. Zac conseguiu se aproximar bastante da arrogância e do cinismo naturais de Ted, além de seu charme que enlouquecia várias mulheres.


O longa possui grande foco no romance de Ted e Liz (Lily Collins), que em muitos livros e materiais possui seu nome apresentado por Meg Anders ou Beth Archer, a fim de protegê-la. Já no início, é mostrado como ambos se conhecem, gerando uma grande química entre os dois, e o medo de rejeição de Liz é esquecido, pois a personagem acreditava que nenhum homem gostaria de sair com ela por causa de sua filha pequena.


Divulgação: Paris Filmes

Ted, porém, não se importa com a situação de Liz, e assim, começam um conto de fadas, como o filme apresenta. Durante 6 anos, vivem como se fossem a família perfeita, e além disso, Ted cuida da filha de Liz como se fosse sua, o que lhe não atribuía nenhum comportamento suspeito, muito pelo contrário.


Um ponto muito importante e notável são as características de Ted. Homem branco, charmoso, pertencente à uma vertente religiosa, estudante de Direito e já graduado em Psicologia com honra ao mérito. Além disso, um fato curioso, é que Ted fez parte de um centro de atendimento à suicidas (equivalente ao CVV- Centro de Valorização da Vida no Brasil). Características responsáveis por criar um homem que não existia, uma farsa. E durante seus julgamentos, tais aspectos o ajudariam bastante. Quem acreditaria que um homem tão bom faria tantas atrocidades àquelas mulheres?


Divulgação: Paris Filmes

O filme deixa algumas coisas fugirem, não focando muitas vezes no principal, que é o Ted. O casal, na realidade, era muito mais problemático do que o filme apresenta, e inclusive, Liz nota que Ted não possui comportamentos muito normais, além de possuir o humor super instável.


Entretanto, apesar dessa romantização, que para mim é algo extremamente negativo e não deveria ser tratado dessa forma com temas desse teor, o filme tem um ótimo plot twist, que nos faz entender muitas coisas no final, e o motivo da personagem sofrer tanto ao longo do processo judicial do ex-noivo. O filme também traz grandes nomes, como Kaya Scodelario, John Malkovich e Jim Parsons.


Divulgação: Paris Filmes

Para mais informações sobre Ted Bundy, recomendo a leitura do livro da editora DarkSide “Ted Bundy - Um estranho ao meu lado”, que consegue resumir de forma clara quem foi um dos maiores assassinos em série da história. Compre aqui.


O longa possui romance, reviravoltas e mistério, e fora isso, os atores são ótimos. É dirigido por Joe Berlinger (cineasta responsável por traz do documentário disponível na Netflix: “Conversando com um Serial Killer: Ted Bundy), uma série super curtinha que eu altamente recomendo.


Ted nunca admitiu a autoria de todos os seus crimes, sendo estimados um total de 30 mulheres assassinadas em diferentes regiões dos EUA, incluindo crianças. Foi eletrocutado em 24 de janeiro de 1989, aos 42 anos. Por ironia, foi uma mulher que abaixou a chave que ligou sua cadeira elétrica e deu fim à sua vida.


“Nós, serial killers, somos seus filhos, seus maridos, estamos em toda parte. E haverá mais de suas crianças mortas amanhã. Vocês sentirão o último suspiro deixando seus corpos. Vocês estarão olhando dentro de seus olhos. Uma pessoa nessa situação é Deus!...” - Ted Bundy



nossa equipe tfp.png
  • YouTube
  • Twitter
  • Instagram

© 2020 por The Feminist Patronum.