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Crítica: 'Santa Clarita Diet' - 3º Temporada

Santa Clarita Diet, a comédia mais bizarra de mortos-vivos da televisão, retorna em sua terceira temporada de forma ainda mais divertida e deliciosa de assistir.



Estrelada por Drew Barrymore e criada por Victor Fresco, a série conta a história de uma família suburbana formada por Sheila (Drew Barrymore), Joel (Timothy Olyphant), e sua filha adolescente Abby (Liv Hewnson), que veem suas vidas radicalmente alteradas quando Sheila se torna uma morta-viva.


Na primeira temporada acompanhamos a adaptação da família Hammond aos novos hábitos canibalescos da mãe, e na segunda somos apresentados um pouco mais à mitologia zumbi, digo, mortos-vivos. Já nessa nova temporada, damos um mergulho mais profundo nos conflitos internos dos personagens.



Por influência do fanatismo religioso da policial Anne (que no final da segunda temporada se convenceu de que Sheila é uma enviada de Deus), a protagonista passa a se questionar sobre seu propósito na Terra. Quando o casal percebe que Sheila viverá para sempre, isso põe em xeque o futuro de sua relação e de sua família, fazendo com que Joel também tenha de lidar com a promessa de vida eterna. Por outro lado, Abby continua a reafirmar que não é mais criança e está pronta para lidar com as bizarrices de sua família, ao mesmo tempo que está tentando entender a natureza de seu relacionamento com Eric (Skyler Gisondo).


Tudo isso acontece sob a ameaça dos Cavaleiros da Sérvia, uma organização secreta milenar enviada para matar zumbis, do FBI, que está investigando as causas das explosões ocorridas na segunda temporada, e um grupo de sérvios, hilários por sinal, dispostos a encontrar a famosa morta-viva de Santa Clarita, por razões que serão reveladas apenas no final.



A sintonia entre o elenco principal é cada vez mais clara, em especial em relação a Drew Barrymore e Timothy Olyphant. Apesar de seus personagens estarem cada vez mais profissionais quanto à arte de matar pessoas, ainda são atrapalhados, o que gera situações hilárias, já estabelecidas até então como marca da série. Os momentos entre a Liv Hewson e o Skyler Gisondo também são ótimos, principalmente quando os dois estão tentando encobrir suas ações investigadas pelo FBI. Quando os quatro estão em cena, fica perceptível como aquele clima de família da primeira temporada mantém-se ali e, agora, até mais forte.



Vale ressaltar também que o elenco coadjuvante não deixa a desejar. Personagens como o Gary (Nathan Fillion), a cabeça morta-viva flutuante mais divertida que existe, e Ron (Jonathan Slavin), o amigo que Joel faz no hospício, ainda marcam presença. Outros novos como a Jean (Linda Lavin), uma idosa com a qual Sheila cria um laço um tanto quanto inusitado, e Tommy (Ethan Suplee), um cavaleiro sérvio, trazem boas surpresas.


Santa Clarita Diet continua a render boas risadas e mantém sua essência bizarra, apostando mais uma vez em fazer do ordinário, combinado a elementos sobrenaturais, uma fonte riquíssima de humor. Seus comentários sarcásticos e críticas despretensiosas à sociedade atual permanecem na medida certa e sem perder a relevância.

Mesmo com a 4º temporada ainda não confirmada, é uma série que vale a pena conferir ;)


A 3º temporada de Santa Clarita Diet está disponível na Netflix.

Texto por Ericka Lourenço



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