Crítica: Roma

Atualizado: 7 de Mar de 2019

Roma foi um dos filmes mais comentados de 2018 mesmo antes de ter sido mostrado ao público, e foi o primeiro filme da Netflix a levar um Óscar para casa.


Foi realizado pelo diretor mexicano Alfonso Cuarón, conhecido por filmes como “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”. Ao falar deste filme em particular, que foi escrito, fotografado e realizado por ele, afirma ter completado “a sua melhor obra”.



Ao contrário do que podemos pensar, a “Roma” do título não se refere à grande e rica capital italiana, mas a um bairro na Cidade do México com o mesmo nome, onde se passa a história. A protagonista da trama é Cleo, uma jovem mexicana que trabalha como babysitter e empregada domestica de uma família de classe média do México empobrecido da altura, durante um ano em que tudo acontece: desde a separação dos seus patrões até uma gravidez inesperada. Esta Cleo não veio do nada – é uma nova versão romantizada e ficcional de uma mulher que trabalhou realmente na casa de Cuarón quando era mais novo.


“Roma” tem, como afirmou a Netflix, todo o potencial para ser considerado uma obra prima que inspira outras. Tem um enredo pessoal, que faz o espectador criar empatia com as personagens e com a sociedade mexicana da década de 70, com personagens humanas, o que torna este filme “um épico da vida comum”.


Tal como se podia esperar do homem que ganhou o Óscar para melhor diretor, a fotografia de “Roma” é uma beleza – algo que entregou ao filme mais um prêmio bem merecido. Cada screen é parecido com uma fotografia em grande angular, o que destaca mais elementos do cenário que rodeia e das personagens. É rara a altura em que a câmara não está fixada num ponto, o que torna a cinematografia única.


Para concluir, “Roma” é, de fato, uma obra de arte, que explora num filme comovente e visualmente magnífico uma personagem complexa e dinâmica, num cenário real que não conhecemos muito no cinema, merecedora de todos os prêmios vencidos e do título dado por vários críticos de "filme do ano de 2018".


O filme de Cuarón conquistou o público, e foi nomeado para dez óscares, levando para casa três deles: “Melhor Diretor”, “Melhor Fotografia” e “Melhor Filme Estrangeiro”.



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