Crítica: Os Jovens Baumann

É decepcionante ir ao cinema para ver um filme com uma sinopse tão promissora e descobrir que perderam a chance de algo que poderia ser tão bom.


Divulgação: Vitrine Filmes

‘Os Jovens Baumann’ conta a história de primos que se reúnem nas férias de verão na fazenda herdada da família, e por meio de registros em vídeo mostra como foram os últimos dias desses jovens antes de desaparecerem.


Um roteiro que não vai a lugar nenhum e mal se sustenta parado. Não te deixa mais confuso e não te faz se empolgar com o mistério, que vai sumindo ao longo do filme por simplesmente não envolver o telespectador o suficiente com a história.


Algumas cenas são no máximo interessantes de assistir: observando como esses jovens viviam naquele lugar, como se comportavam e relacionavam, em cenas de mesas de cigarro ou no lago. Porém, ainda não é nem perto do suficiente.


Há uma narração por uma personagem que anos depois encontra as fitas VHS na casa abandonada, mas nada do que ela nos diz é útil ou serve como dica para nos perguntarmos o que teria acontecido com as vítimas. Além de ser repetitiva sobre o que parece ser o único fato que sabemos sobre esse grupo (sua família de nome e grande herança), é sem vida e até um tanto desnecessária.


Nada no filme faz nos perguntar sobre o que aconteceu com os personagens. Tentativas de frases poéticas da narradora são jogadas ao ar no final do filme e não nos dizem nada. Esse filme poderia ter sido levado em várias direções incríveis, até com tom de poesia e reflexão poderia ter sido melhor, mas também falhou em entregar isso.



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