Crítica: O Pintassilgo

Baseado no livro vencedor do prêmio Pulitzer em 2014, O Pintassilgo acompanha a história de Theodore Decker, um garoto de 13 anos que sobrevive a um atentado terrorista no Metropolitan Museum de Nova York, que matou sua mãe.


Divulgação: Warner Bros.

Ao acordar em meio aos escombros, Theo recebe de um desconhecido um anel de família e a missão de proteger a pintura de Fabritius. Assim, ele foge levando a tela de escondida em uma bolsa amarela e chega até Hobie (Jeffrey Wright), dono de um antiquário e tutor de Pippa (Aimee Laurence), outra sobrevivente.


No meio deste trauma, o jovem acaba indo morar temporariamente com família rica e tradicional de seu amigo de escola, que tem como a matriarca a senhora Barbour, personagem de Nicole Kidman. Apesar de ter pouquíssimo tempo de tela, a atriz brilha mais uma vez nas telonas ao se mostrar disposta a adotar o garoto. Nestes dois ambientes cresce a paixão do garoto por arte e antiguidades, característica refletida tanto no figurino, nos cenários e especialmente na fotografia do filme.



A possibilidade de adoção logo é descartada, quando o pai alcoólatra de Theo (Luke Wilson), aparece disposto a levar o garoto para viver em Las Vegas junto com sua namorada Xandra (Sarah Paulson), onde tem seu primeiro contato com drogas ilícitas e bebidas.


Dirigido por John Crowley, o filme transita entre duas linhas temporais, acompanhando Theo adolescente (Oakes Fegley) e adulto (Ansel Elgort), que estão ótimos no papel, mas quem rouba a cena é Finn Wolfhard. Ele interpreta Boris, um adolescente ucraniano e sarcástico que mora na casa ao lado. Ambos possuem uma família conturbada, o que os leva a construir uma relação muito forte.


O longa faz juz as 700 páginas do romance escrito por Donna Tartt, é extremamente extenso e poderia ter pelo menos 30 minutos a menos. A narrativa se perde em diversos momentos, deixando de lado o verdadeiro impasse da história, que é o mistério do quadro do pássaro, sendo explicado após 2 horas de filme.


“É como se tivessem me mandado aonde eu precisava estar. E para a pessoa com quem eu precisava estar.”

O filme faz uma grande reflexão a situações que não acontecem por acaso na vida, provando que vários eventos estão conectados para se tornar uma história maior no futuro.


Exatamente como o quadro que dá nome ao filme, do holandês Carel Fabritius, que Theo admirava no momento da explosão, que sobreviveu milagrosamente a uma sucessão de episódios até ali.



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