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Crítica: O Último Duelo

O Último Duelo narra a história baseada em fatos do livro homônimo de Eric Jager sobre Marguerite de Carrouges (Jodie Comer), que é violentada por Jac le Gris (Adam Driver) antigo companheiro de batalha e melhor amigo de seu marido, Jean de Carrouges (Matt Damon).


Pelo ponto de vista de cada um dos personagens mencionados e ambientado em 1386 durante a Guerra dos Cem anos na França, O Último Duelo é um filme medieval, violento e brutal com o objetivo de chocar o espectador pela forma como as mulheres eram tratadas na época, porém, abordando o tema de forma nada sensível e focando boa parte da trama no relacionamento entre os dois personagens masculinos e o poder da religião sobre a justiça da época.

Divulgação 20th Century Studios

AVISO: se você for sensível a cenas de estupro, esse filme pode não ser para você! A cena é explícita e com detalhes, além de ser repetida algumas vezes durante o filme.


Ridley Scott é um cineasta que preza por filmes com cenas grandiosas e lutas épicas. Em O Último Duelo, ele não falha, uma vez que, logo de início, sabemos que a produção caminhará para o grande embate entre Carrouges e Le Gris em nome da honra de Marguerite.


Em duas horas e meia de filme assistimos praticamente as mesmas cenas narradas de pontos de vistas diferentes, e isso é interessante porque uma vez que a verdade, contada pela mulher, é a última a ser apresentada nos fornece o sentimento de traição ao testemunhar o quanto os homens manipularam facilmente a nossa percepção do ocorrido. É cruel, mas é real até os dias atuais.


Apesar de bem estruturado e pontual ao revelar as informações conforme o tempo avança, os diálogos são rasos e o filme perde força quando se torna repetitivo. Falta profundidade nos personagens, e isso se dá por a