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Crítica: Moxie - Quando as Garotas Vão à Luta

Quando você percebe que algo está errado, o que faz? Não venha me falar em "eu comento no twitter" pois todos sabemos que isso não da em nada. Vivian Carter vê a nova aluna do colégio ser assediada pelo valentão, e quando percebe que é mais que uma simples brincadeira, e como todo o ambiente escolar é machista, ela decide fazer um folhetim intitulado Moxie.

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Divulgação Netflix

Dirigido por Amy Poehler (Meninas Malvadas), o filme é protagonizado por Hadley Robinson (Adoráveis Mulheres) e baseado no romance de 2018 de mesmo nome de Jennifer Mathieu.


Confesso que comecei o filme pensando "ah sim, vai ser mais uma produção que se intitula feminista mas tem uma protagonista branca de classe média", o que não deixa de ser verdade, contudo, o roteiro foi capaz de explorar, a vivência de mulheres negras, latinas, trans e asiáticas. De longe um dos melhores e mais diversos elencos que já vi.


Homens não são nossos inimigos. Diferente do que algumas páginas feministas defendem, e deixaram bem claro ao falarem de Mulher-Maravilha 1984, eu não acredito que o problema do mundo seja os homens, o verdadeiro problema é o sistema patriarcal. Moxie deixa isso claro, afinal, se estamos em uma sociedade onde não há punição pelos seus atos, quem irá mudar de atitude?



Não vá assistir ao filme esperando uma grande produção ou algo digno de Oscar, mas isso não é algo necessariamente ruim, já que o intuito é fazer com que o máximo de pessoas possíveis assistam e reflitam sobre o sistema opressor.


A diretora Amy Pohler é uma comediante de carteirinha, conhecida por seus trabalhos em Saturday Night Live, Meninas Malvadas e Parks and Recreation, então por mais que o filme aborde sobre um assunto seríssimo, ela foi capaz de criar algo leve e didático.


Moxie: Quando as Garotas Vão à Luta chega na Netflix dia 03 de março.



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