Crítica: Monster Hunter

Durante uma missão de resgate, a Tenente Artemis e seu esquadrão se veem transportados para outra realidade. Uma realidade repleta de seres gigantescos e famintos, onde sobreviver é o primeiro passo para entender onde estão e como voltarão para casa.

Divulgação Sony Pictures

Monster Hunter surgiu em 2004 em um jogo para PlayStation da Capcom, seguindo a mesma base do filme onde o jogador colecionava armas a partir da morte dos monstros e sobrevivia para o próximo embate.


Nas mãos de Paul W.S. Anderson (Resident Evil) a franquia ganhou adaptação para os cinemas, e após vários adiamentos devido a pandemia, o filme finalmente está entre nós.


A convite da Sony Pictures, assistimos Monster Hunter em primeira mão!


Com muita cena de ação e efeitos especiais visualmente impecáveis, Milla Jovovich mais uma vez marca presença em um filme onde falas e enredo não são tão importantes quanto o impacto que uma cena de luta irá causar no espectador. Ela nasceu para esse estilo de filme, sendo impossível não lembrar do seu histórico também ao lado de seu marido e diretor Anderson, com a franquia Resident Evil.


Se podemos considerar Monster Hunter como uma perfeita transcrição do jogo, isso de se deve por estarmos falando sobre um jogo de poucas informações necessárias para "avançar de fase", onde o brutal e a ação são muito mais marcantes do que o enredo, que em um momento está a mil na cena de luta, no momento seguinte corta para o próximo passo da trama sem se dar muito ao trabalho de explicar ao detalhe quem é cada um em cena e porque o personagem está ali e não esteve antes.


O Novo Mundo me lembrou muito Duna, com cenários repletos de areia, a sede como motivação básicas dos personagens e seres jurássicos amedrontadores. Mas vamos combinar que ultimamente é difícil não associar muita história a Duna.


Me julgue ou não, mas contra muitas probabilidades eu consegui gostar de Resident Evil por desenrolar em vários filmes um enredo, que por mais absurdo ou sem nexo que fosse, tem início, meio e fim, e vem com uma carga de nostalgia nos detalhes. Em Monster Hunter eu não consegui me sentir da mesma forma pois por estarmos falando de um jogo que sua base já não tem muito o que dizer, o filme depende de um roteiro mais bem escrito e uma direção empenhada em algo a mais do que apenas boas cenas de luta, e, se for para ser sincera, não senti muito empenho por parte de Anderson, ou Milla, que entregam o mesmo repetidamente do início ao fim.

Divulgação Sony Pictures

O elenco inclui também Tony Jaa, T.I. Harris, Meagan Good, Diego Boneta, Josh Helman, Ron Perlman, e a brasileira Nanda Costa.


Monster Hunter é um bom filme de ação se você busca algo para te tirar o fôlego sem exigir muita atenção. O filme ideal para ser visto em uma sessão IMAX com tudo o que você tem direito.




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