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Crítica: Midsommar

Midsommar não é somente sobre luto, mas também sobre como lidamos com traumas, nossa saúde mental e relacionamentos tóxicos. Como tentamos nos curar de tudo isso e se achar após termos nos perdido, em uma vida quem nem é nossa mas que deixamos tomar conta.



As opiniões sobre o segundo filme de Ari Aster ficaram muito divididas, com alguns achando uma narrativa sem graça e que não deveria ter sido vendido como terror, e outros achando ser um dos melhores filmes do ano e até melhor que o anterior do diretor, Hereditário. Apesar de opiniões pessoais e reações, é difícil descordar que Midsommar tem uma fotografia e movimentos de câmera incríveis, e uma direção de arte muito bem construída com a narrativa em todos os espaços aonde se passa o filme; entre a casa de Dani Harbor (Florence Pugh) e a pequena comunidade da Suíça, com todos os desenhos e histórias apresentadas.


O único ponto negativo talvez tenha sido uma certa falta de tensão entre os acontecimentos, começando na cena do ritual de Attestupan até o final. O que carrega o filme até seu clímax são os personagens e seus conflitos entre si que são bem estruturados e com suas personalidades marcantes e importantes para a história, como as de Mark (Will Poulter) e Josh (William Jackson Harper).



Outra coisa muito bem executada em Midsommar é a montagem de suas cenas que nos deixa emergido ao mesmo tempo em duas cenas bizarras e hipnotizantes mais para o final do filme, enquanto Christian (Jack Reynor) finalmente se encontra com Maja (Isabelle Grill) e Dani descobre sua traição e tem uma crise, sendo apoiada pela nova família Hårga. Na cena final, vemos tudo o que Dani deixará para trás sendo queimado e sua reação, primeiro desesperada, depois se tranquilizando até que um sorriso aparece em seu rosto. Naquele momento, sua vida definitivamente se perde, e ela agora está finalmente livre, se sentindo refugiada e aceita em seu novo lugar.


Assisti esse filme quatro vezes e em cada vez percebi mais detalhes. Nessa última vez, percebi como é interessante observar as reações de Pelle (Vilhelm Blomgren) e o quanto ele compartilha, ou deixa de compartilhar com os amigos. Afinal, é ele que sugere para que o grupo viaje para o lugar onde cresceu, e Pelle sabia de tudo que poderia acontecer com eles e ele demonstra seu interesse em Dani desde o princípio. Há teorias que dizem que talvez Pelle havia planejado a morte de toda a família Harbor, o que não foi confirmado nem desmentido pelo diretor, mas podemos ver que o pers