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Crítica: Madonna - The Breakfast Club

Atualizado: 9 de Set de 2019


Madonna + The Breakfast Club é um documentário escrito e dirigido por Guy Guido, que traz entrevistas com ex-membros da banda, cenas do arquivo pessoal dos músicos e as primeiras canções escritas por Madonna.


A cinebiografia é um relato da história da cantora contada por homens que fizeram parte de sua trajetória, desde sua carreira como bailarina em Detroit até atingir o topo da Billboard Hot 100 com seu segundo álbum, Like a Virgin, em 1984.


Interpretada pela atriz Jamie Auld, que é assustadoramente parecida com a estrela, a produção intercala as narrações com reencenações de momentos descritos por seus antigos amigos, que ela conheceu quando se mudou para Nova York. Apesar da cantora de fato não participar do documentário, o trabalho feito por Jamie mostra o quão ambiciosa e determinada a artista foi para fazer sua carreira acontecer.


Dan Guilroy contou detalhes de seu relacionamento com Madonna, que foi essencial para ela se encontrar como artista. Enquanto moravam juntos em uma antiga Sinagoga, ela aprendeu a tocar bateria e entrou para a Breakfast Club nos anos 70.

Madonna mudava a atmosfera do ambiente em que estava, sempre com batom e saltos vermelhos, chamava atenção de todos com sua aparência poderosa, confiante e sexy, que fez com que mais de um integrante do grupo se apaixonasse por ela. Logo ela percebeu que queria mais e tentou se tornar a vocalista da banda, o que não foi aceito pelo resto do grupo, foi quando ela resolveu que eles se separariam e formou a banda Emmy. Isto não facilitou sua vida, pois ela e os novos integrantes passaram a morar em uma sala pequena de ensaio da banda.


Mas isso não a desanimou: ela passava horas tentando marcar shows, procurando pessoas para empresariar a banda e tentando entrar em contato com gravadoras. Quando Madonna finalmente encontrou uma empresária, escolheu deixar a Emmy e iniciar sua carreira solo.

Aos poucos seu primeiro single começou a tocar nas rádios e em casas de shows locais, pois ela não saia da cabine do DJ até aceitarem tocar sua música. Com a popularização dos videoclipes nos anos 80, Madonna começou a se tornar mais conhecida no país quando as músicas de seu primeiro álbum começaram a tocar na MTV. Firmando relacionamento com a emissora, ela fez a performance memorável no VMA se consolidando no mercado e se tornando a rainha do pop.


Apesar de toda a pose de autoconfiante e segura, o diretor mostra a fragilidade e vulnerabilidade que lutou tanto para chamar a atenção das pessoas, mas quando se tornou uma das maiores artistas da indústria músical precisava se esconder o tempo inteiro de paparazzi.


O filme é ótimo para quem não conhece profundamente a história da diva pop, que irá se surpreender com a coragem e persistência da cantora que chegou a fazer nu artístico para fotógrafos para ter dinheiro pra pagar o aluguel em NY.

No entanto, o seu maior ponto fraco é que deixa um pouco a desejar em questões técnicas. Há momentos em que encenam exatamente uma cena que do passado que acabou de ser descrita, que se torna desnecessária e forçada. Também é usado uma espécie de efeito antigo, que não é visualmente bonito.


Madonna + The Breakfast Club faz parte da programação Palco Cinemark, exibições especiais de shows e documentários de artistas de sucesso. O lançamento será em 16 de agosto, para comemorar o aniversário da cantora.




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