Crítica: Good Girls - 2º temporada

Good Girls, o drama cômico de três mães, que acabam entrando no mundo do crime por necessidades financeiras, voltou de forma ainda mais eletrizante na segunda temporada.


Créditos: Netflix

Criada e produzida por Jenna Bans, a série acompanha a história de Beth Boland (Christina Hendricks), Ruby Hill (Retta) e Annie Marks (Mae Whitman). Na primeira temporada, as três protagonistas assaltam um mercado para ajudar suas famílias, mas o que elas não sabiam é que estavam mexendo com o negócio de uma gangue local. Como consequência, elas são confrontadas e ameaçadas pela mesma, sendo obrigadas a fazer diversos tipos de trabalho, incluindo lavagem de dinheiro. Quando descobrem uma forma de sair do meio, põem o plano em ação e somos levados a acreditar que tudo deu certo, mas nos últimos minutos o chefe da gangue, Rio (Manny Montana), surpreende Beth em sua casa, mantendo seu marido, Dean como refém. Então ela vê diante da difícil escolha de matá-lo ou não.


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A partir disso, a segunda temporada começa. Beth não consegue puxar o gatilho e em decorrência disso, Rio continua a ter influência sobre a sua vida e a de Ruby e Annie. Mas dessa vez, depois de terem que lidar com assuntos inacabados da última temporada, como as ameaças de Boomer (David Hornsby) (ex chefe de Annie, que sabia da ligação delas com os crimes cometidos anteriormente), elas têm a chance de optar por sair ou não do esquema.


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É nesse ponto que as protagonistas ganham outra camada, principalmente Beth. A cadeira de comando é entregue a ela e ao longo dos episódios percebemos seu gosto pelo poder. Mesmo com as coisas ficando piores, ela se sente confortável em ser a líder. A tentativa de conciliamento entre a rotina familiar e a “nova profissão”, assim como suas consequências ficam mais evidentes em sua jornada, gerando crises e questionamentos que, no final da temporada, levam a personagem a um amadurecimento fantástico. Seu envolvimento com Rio também é um dos pontos altos. Se antes já era perceptível a tensão sexual e o clima entre os dois, agora é inegável a química que possuem.


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Ruby também se destaca quando posta à prova sua devoção as amigas. A personagem é colocada na difícil situação de escolha entre elas e sua família e é justamente nesse ponto que nos surpreendemos tanto com ela, quanto com o seu marido Stan (Reno Wilson). No final da primeira temporada, Stan, que é policial, pareceu não estar de acordo com as ações da esposa, deixando a dúvida: eles continuariam juntos? Mas o que vemos é um casal de cúmplices invejável. Os dois estão dispostos a fazer o que for pelo outro, seja de maneira legal ou ilegal.


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Já para Annie, quando as coisas finalmente estavam parecendo seguir no trilho certo, tudo começa a desandar de novo. Entre ter um caso com Gregg (Zach Gilford), pai de Sadie (Izzy Stannard), que é casado com Nancy e agora está grávida, a perder a confiança de seu filho por isso e, posteriormente, ainda se relacionar, sem saber, com um agente do FBI disfarçado, ela se vê como uma adulta falha tentando gerenciar seus problemas com os novos rumos da vida criminosa.


Créditos: Netflix

No geral, a nova temporada se mostrou mais séria em comparação com a primeira mas ainda assim não perdeu seu humor afiado. Temas importantes como abuso sexual, machismo nas relações familiares, relacionamentos extraconjugais e identidade de gênero são abordados na série, mesmo que alguns superficialmente. A trilha sonora é outro grande destaque, pois além de ser muito bem inserida nas cenas, conversando com os momentos das personagens, ela é dominada por mulheres.


Créditos: Netflix

A terceira temporada de Good Girls já está confirmada e você encontra a série disponível na Netflix. Que tal uma maratona? 😉





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