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Crítica: Duna | Um filme para impressionar

Atualizado: 21 de abr.

A nova adaptação de Duna finalmente se aproxima dos cinemas e o The Feminist Patronum teve a honra de assistir o filme com antecedência! Pudemos comprovar, de uma vez por todas, que ele existe! Sim, pessoal. Esta nova versão de Duna não é um mito.


Brincadeiras à parte, o filme que estava com previsão de ser lançado em 2020 sofreu alguns adiamentos devido a pandemia e devido a insistência do diretor, Denis Villeneuve (Blade Runner 2049), que o filme deveria passar pelos cinemas antes de fazer parte do catálogo da HBO Max, uma vez que ele foi filmado para ser visto nas telas grandiosas do IMAX.


Duna chega aos cinemas nesta quinta-feira, 21, e a espera valeu a pena! Uma palavra para este filme? ÉPICO.


ENREDO

Duna é a nova adaptação do livro homônimo de Frank Herbert, publicado em 1965! Arrakis, o planeta desértico, está sob novos cuidados: a família Atreides dos protagonistas Paul (Timothée Chalamet), o Duque Leto (Oscar Isaac) e Jessica (Rebecca Ferguson).


Arrakis pode ser um planeta que sofre pela falta de água, mas seu maior problema são seus exploradores, uma vez que estamos falando de um solo rico em uma especiaria rara e extremamente necessária para tornar as viagens entre planetas possíveis.


A antiga família a reger o planeta, os Harkonnen, não aceitou bem a decisão do Império de passar essa responsabilidade comercial para os Atreides, uma vez que eles estavam se tornando muito poderosos e, com isso, uma guerra iminente se aproxima.


Em uma das adaptações mais fiéis que já assisti (saiba mais sobre o livro aqui), Duna é um filme de cenários grandiosos, cenas de ação majestosas e diálogos extremamente poéticos. Os trailers divulgados foram traduções perfeitas do que deve se esperar deste filme.


É também um filme pensado em duas partes, ou seja, o filme lançado esse ano é apenas a Parte Um. Este fato vai te fazer correr para a livraria mais próxima, uma vez que ele termina exatamente na metade dos acontecimentos do livro e traz a promessa da segunda parte ser infinitamente mais poderosa. Com maior participação dos Fremen, povo nativo de Duna, mais do desenvolvimento da relação entre Paul e sua responsabilidade como Messias de Duna e a grande conclusão da batalha que se desenrola.


Você vai desejar ter lido o livro quando sair da sessão.


Aliás, o demorado começo do filme se assemelha ao começo do livro. Duna possui um dos universos mais complexos já escritos e, por isso, adaptá-lo se provou um desafio ao longo dos anos, em tentativas como o filme de 1984 e a minissérie de 2000. Para o seu todo funcionar, o filme precisa de uma introdução bem feita e, quanto a isso, o roteiro utiliza bastante tempo para deixar claro ao espectador "isso é Duna, agora você está pronto para a próxima fase da nossa história".


E a soma das peças funciona bem... até certo ponto. Ao longo de suas duas horas e meia os diálogos, trilha sonora (do incrível Hans Zimmer) e cenários vão se encaixando tão bem que em determinado momento você se sente parte do universo sem mais sofrer com os termos difíceis. Porém, nos instantes finais, o roteiro parece não conseguir decidir-se quando será um bom momento para concluir a primeira parte e deixar os próximos passos para o próximo filme. Nesse momento o filme se torna cansativo, e para um filme que desenrola bem da forma como Duna consegue, espera-se um final mais satisfatório.


A escolha de elenco é outro pilar importante sobre Duna. Chalamet como Paul é coeso e o ator consegue nos fazer simpatizar com um personagem que, nos livros, não era nada fácil. Destaque também para Oscar Isaac, Jason Momoa e, acima de tudo, Rebecca Ferguson, por papéis relevantes e bem aproveitados, diferente de nomes como a Zendaya e o Javier Bardem, que são as promessas da Parte Dois.

Ah, e se for ao cinema, não deixe de assistir em IMAX do jeitinho que o diretor pediu, hein?


Nota Final 9/10


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