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Crítica: Crush à Altura

No último mês de setembro, a plataforma de streaming Netflix, disponibilizou um novo filme: Crush à Altura. Dirigido por Nzingha Stewart, estreante no ramo, o filme de comédia romântica é voltado para o público adolescente e protagonizado pela dançarina, modelo e atriz Ava Michelle.

Divulgação: Netflix

O longa conta a história de Jodi (Ava Michelle), uma adolescente de 1,80m que sofre bullying por causa de sua altura, e por esse motivo, passou a vida inteira se escondendo e sofrendo problemas de autoestima e autoconfiança. Porém, tudo mudou quando um inter cambista da Suécia entrou em sua escola, incentivando Jodi a mudar completamente sua postura a fim de conquistá-lo.

Divulgação: Netflix

Mesmo focando na personagem principal, o filme coloca em destaque a questão de que todos podem possuir inseguranças, independente de quem for. Pode ser a vencedora de todos os concursos de beleza da cidade, a garota mais popular da escola, o galã da história e até mesmo a melhor amiga que sempre tenta passar toda a confiança possível.


Entretanto, o enredo apresenta diversas falhas, em relação a muitos personagens. Jodi por exemplo, é uma personagem extremamente rasa, já que é definida o filme inteiro pela sua fraqueza, ao invés de serem aprofundadas outras características que são posteriormente atribuídas à ela. Só sabemos do seu grande gosto pela leitura e de seu senso de humor, porque seu melhor amigo, Dunkleman (Griffin Gluck), menciona que ela é assim.


Ainda sobre personagens poucos explorados, o filme perde a grande oportunidade de aprofundar a personagem de Fareeda (Anjelika Washington), com grande potencial para fazer além do papel clichê de melhor amiga da Jodi, e além disso, demonstrar para o público uma poderosa amizade feminina.


Já Stig (Luke Eisner), o aluno sueco que mexe com o coração de Jodi, sofre de outros problemas. Na Suécia, é considerado o homem sem graça, que jamais ganharia a atenção das meninas, o que lhe deixa extremamente inseguro. Mas quando chega na escola de Jodi, sua realidade muda completamente, já que todas as garotas do colégio passam a disputá-lo. Tal acontecimento cega o rapaz e altera seu caráter, que muda em questão de dias só para aproveitar uma realidade que ele jamais teria em sua terra natal, decepcionando a personagem principal.

Divulgação: Netflix

Apesar de ser o melhor amigo que sempre esteve ao lado de Jodi desde pequeno, e que sempre foi apaixonado por ela, Dunkleman tem atitudes durante o filme que não possuem justificativa, e que além disso, são bem tóxicas. Jodi sempre deixou claro não ter interesse no amigo apesar de todas as suas investidas, e mesmo assim, ele nunca parou de insistir (aquele típico homem que não aceita ouvir um não). Quando Jodi deixou claro que estava interessada em Stig, ele fez de tudo para atrapalhar, incluindo incentivar o sueco a desistir de sua melhor amiga e interromper encontros dos dois. No fim, tudo muda completamente, como se Dunkleman nunca tivesse cometido esses erros, o que não é satisfatório.


Porém, algo bem construído e retratado no filme são os laços de irmandade. Quando Jodi percebeu que estava interessada em Stig e quis dicas sobre como conquistar alguém, recorreu à irmã mais velha, interpretada por Sabrina Carpenter, campeã de diversos concursos de beleza locais. A princípio as duas eram bem afastadas, mas esse novo momento na vida de Jodi uniu muito as duas, uma evolução admirável.

Divulgação: Netflix

No geral, o filme não escapa do clichê, e infelizmente, um clichê ruim com personagens que foram mal desenvolvidos. É um filme para quem realmente não tem muito o que fazer e quer assistir algo, mas sinceramente, não é completamente agradável. Algo interessante a se destacar, é que os atores e atrizes do longa ainda tem muito caminho a percorrer. Ava Michelle, Sabrina Carpenter, Griffin Gluck, Anjelika Washington e Luke Eisner são muito novos e talentosos, e com certeza foram grandes revelações.




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