Crítica: Capitã Marvel

Atualizado: 7 de Mar de 2019


Depois de (literalmente) anos esperando por esse momento, uma das heroínas mais fortes do MCU finalmente fez sua estreia na telona e nós podemos dizer: o fan-service foi muito bem servido!



Brie Larson nos trás uma Capitã Marvel debochada, engraçada e forte como nos quadrinhos. Diferente do que muitos comentários disseram, a interpretação da atriz está incrível e representa muito bem a personagem. Após assistir sua performance não é possível imaginar outra pessoa senão ela para dar vida à Carol Danvers.


Carol cai diversas vezes, mas por mais difícil que pareça, ela sempre se levanta. As cenas de flashbacks da personagem são muito emocionantes (especialmente para o público feminino) e parece que o nosso coração vai explodir! É simplesmente lindo vê-la se conhecendo.


‘Capitã Marvel’, contudo, não foca 100% em sua causa (nesse caso, o feminismo). Por ser um filme de minoria, achei que este abrangeria mais o assunto – assim como foi feito em ‘Pantera Negra’, por exemplo. Em vez disso, the main goal do filme é nos mostrar quem é essa personagem tão forte e assim dando espaço para a mesma no futuro da Marvel.



O filme começa focando na interação de Vers com a Starfoce, especialmente com seu mentor (Jude Law), e a falta de controle da mesma com suas emoções. Os primeiros dez minutos podem parecer bem parado para alguns, mas no momento em que Carol chega em C-53 - ou, como chamamos, Terra – a ação não para até o último minuto.


Uma vez na Terra, somos apresentados a um Nick Fury (Samuel L. Jackson) divertido e menos durão. Sua relação com Carol se parece muito com o estilo dupla policial dos filmes americanos e garantem boas risadas. Juntos eles descobrem fragmentos do passado da personagem, e acabam sendo levados a um reencontro com Maria Rambeau (Lashana Lynch).



O relacionamento de Carol com Maria é extremamente puro e humano, o que consequentemente cria uma melhor conexão entre o público e a principal. Podemos perceber a diferença entre Vers e Carol assim que esse importante pedaço de sua memória é resgatado. Para mim, particularmente, essa interação entre as duas foi uma das cenas mais emocionantes.


Além de ser uma história de origem, ‘Capitã Marvel’ serve como a porta de entrada para uma das features mais famosas no mundo quadrinhos: os Skrulls! As criaturas são retratadas de uma forma beeeeem diferente dos quadrinhos, o que me deixou um pouco receosa e curiosa para saber como elas serão usadas no futuro da Marvel.


Para mim, os maiores destaques do longa foram: a

  1. Goose! A gata simplesmente rouba toda a atenção assim que entra em cena! Você vai se pegar morrendo de amores, morrendo de rir, ou as duas coisas ao mesmo tempo!

  2. A dupla Maria Rambeau e Nick Fury. Sério, esse era o duo que a gente sempre precisou, mas nunca soube até agora! Os dois são super sassy e cheios de atitude – sem dúvida dois dos melhores personagens!

  3. Os Skrulls - Talos (Ben Mendelsohn), principalmente. Deixando de lado o twist que as criaturas tiveram no filme, sua caracterização, CGI, e desenvolvimento me surpreenderam.


Ah, e claro que não podia faltar um comentário sobre a trilha sonora desse filme! Afinal, com músicas exclusivamente dos anos 90, não tinha como ficar ruim né? De Nivarna à No Doubt, parece que a letra de cada faixa foi milimetricamente analisada para combinar com a cena apresentada. Já no aguardo da liberação da playlist oficial no Spotify!



'Capitã Marvel' estreia dia 7 de março.




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