Crítica: Atentado ao Hotel Taj Mahal

'Atentado ao Hotel Taj Mahal' nos coloca em uma imersão à cultura indiana e muçulmana, nos mostrando por meio de factos um atentado terrorista que ocorreu em 2008, na cidade de Mumbai.


Uma série de acontecimentos nos coloca diante da história de um jovem garçom indiano chamado Arjum (Dev Patel), e uma muçulmana chamada Zahra (Nazanin Boniadi), que no desenrolar da história, apesar de não se encontrarem de forma direta, têm seus destinos modificados.



A fotografia do filme é realista e muito bonita e os acontecimentos ocorrem de forma rápida porém prendendo a atenção do telespectador. A ligação de cada cena é extremamente importante e interessante. Mostrando a realidade de forma objetiva, também foi colocado um pouco do sentimento dos terroristas, fazendo com que entendamos os dois lados da história. Um filme de ação como este me proporcionou lágrimas e agonia diversas vezes.


É importante frisar também que, sempre que um filme com foco em algo importante como esse é lançado, a insegurança em transmitir o preconceito é grande, mas esse não é o caso desse filme. Em determinada cena, os hóspedes do Hotel que está sofrendo o atentado são colocados em um local seguro pelos funcionários e somos mostrados ao diálogo claro entre um funcionário indiano e uma senhora britânica, que se sente coagida ao lado do mesmo, porém ele mostra e demonstra como sua realidade, por mais próxima que seja à dos terroristas, não consiste nos mesmos ideais.


Com um ótimo elenco e cenas de ação de tirar o fôlego, 'Atentado ao Hotel Taj Mahal' é uma ótima indicação.


O filme estreia a 2 de maio nos cinemas brasileiros.



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