'Conversando com um serial killer: Ted Bundy' deixa a desejar



Logo de início, quando lemos o nome do novo documentário da Netflix, já criamos uma expectativa de que realmente nos veremos em meio a um diálogo com Ted Bundy, mas não é isso que acontece.


Somos apresentados aos policiais que lidaram com o caso de Bundy, e até mesmo alguns de seus amigos, mas nunca vemos diretamente a tal conversa com Ted Bundy.





Como parte dos millennials nunca havia sido propriamente apresentada ao grande serial killer que fez história durante os anos 70, fiquei me perguntando qual o verdadeiro motivo de trazer a tona esse assunto. Algo que foi profundamente abordado na série é o fato de que Bundy era extremamente narcisista e adorava a mídia, e 30 anos após a sua morte ele ainda ganha um grande espaço na mídia global.


Confesso que gostei de algumas características nesse documentário, e sem dúvidas o que mais me chamou a atenção foi o cuidado de deixar tudo o mais cronologicamente possível para o telespectador não se perder ao longo da história. Trazer pessoas que eram próximas de Ted também foi uma ótima pedida, pois assim não ficamos presos somente a um ponto de vista.


Algo que me incomodou foi que muitas vezes eram usadas imagens genéricas para ilustrar o passado de Bundy, coisa que também não foi devidamente explorada ao longo dos quatro episódios.


Não sou especialista no assunto, mas ouso dizer que a abordagem do tema foi bem correta, não sendo usado de glamourização do assunto, entretanto, como já dito anteriormente, acredito que ficaram faltando algumas "peças" para deixar o documentário mais completo.


Recomendo os vídeos da Bel Rodrigues para quem se interessa pelo tema, onde se tem uma opinião com mais propriedade em meio a temática.




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