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Conflito Israel e Palestina

Entenda o real e verdadeiro motivo desse conflito. É importante compreender o que está acontecendo na Palestina: genocídio, colonização israelense e limpeza étnica!


Esse é um assunto que definitivamente deveria ser mais abordado e explicado pela mídia.

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O conflito entre Israel e Palestina se intensificou desde a última sexta-feira (07), com a troca de bombardeios entre os dois territórios, fazendo dezenas de vítimas. Muitos famosos resolveram se manifestar nas redes sociais, gerando um grande debate.


Sabemos que é difícil ler todas as notícias ultimamente e se manter antenado do que realmente está acontecendo no mundo, e que as vezes é muito mais fácil defender o posicionamento de uma celebridade que admiramos. Entretanto, é essencial entender as políticas que nos cercam e como podemos ser facilmente influenciados.


Israelenses e Palestinos estão brigando por religião? NÃO.


Não é uma briga de dois lados e não são duas batalhas. Vamos começar por aí. Nesse caso, os israelenses são os opressores, e os palestinos os oprimidos. Trata-se de uma opressão sobre qualquer coisa, menos religião.


Não existe uma briga. Existe e uma colonização, limpeza étnica e ocupação militar com ajuda de grandes países, como Estados Unidos, Austrália e Canadá.


Os israelenses massacraram e destruíram mais de 540 cidades e vilas palestinas. São os responsáveis por mais de 8 milhões de palestinos refugiados, negando para eles o direito de retorno.


Dizer que tudo isso é apenas um conflito religioso minimiza a situação e tira a atenção do que realmente está acontecendo.


Mas como exatamente tudo isso começou?


A Palestina está localizada entre o Rio Jordão e o Mar Mediterrâneo, no Oriente Médio, e até o início da Primeira Guerra Mundial, em 1914, estava sob o domínio do Império Otomano. Com a dissolução deste império, a Inglaterra passou a administrar a região em 1917. Em 14 de maio de 1948, foi fundado Israel, após a retirada dos ingleses.


Ao término da Segunda Guerra Mundial (1945), começou uma série de movimentos migratórios em uma tentativa de encontrar um novo lar após as perseguições ocorridas na Europa, e então os judeus sionistas passaram a pressionar a realização da criação do Estado Judeu.


Assim, com apoio dos Estados Unidos, a ONU (Organização das Nações Unidas) definiu que a região seria dividida em três partes: Estado de Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza. As cidades de Belém e Jerusalém seriam consideradas território internacional devido ao significado religioso para muçulmanos, judeus e cristãos.


Logo após a criação do Estado de Israel, em 1948, se iniciou a Guerra da Independência, que perdurou até o final de 1949. O resultado foi a expulsão de 750 mil palestinos que passaram a viver como refugiados. Com a expulsão dos palestinos, Israel aumentou o território em 50%. A extensão de terras foi indicada pela ONU e ocupam 78% da área destinada à Palestina.

Em 1967, ocorreu a Guerra dos Seis Dias, onde Israel ocupou a Faixa de Gaza, a Península do Sinai, a Cisjordânia e as Colinas de Golã, na Síria. Deixando milhões de palestinos vivendo como refugiados. Somente em 1979, Israel devolve ao Egito a Península do Sinai após a assinatura de um acordo de paz.


Em 2002, Israel construiu um muro na Cisjordânia, alegando que precisava se proteger.


Novos ataques foram iniciados em 2014 de Israel contra a Cisjordânia. Foi a mais violenta ofensiva desde 2005, quando ocorreu cessar-fogo após a promessa da retirada das colônias judaicas dos territórios palestinos. Em 53 dias de conflito, no verão de 2014, foram mortos 2,2 mil palestinos e 65 israelenses.

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