Bolsonaro exclui agenda da não violência contra a mulher e diversidade de livros escolares

Atualizado: 19 de Jan de 2019

No último dia 2 foi divulgado o edital consolidado do PLND 2020 atualizado com as mudanças realizas pela gestão Bolsonaro. A agenda da não violência contra a mulher e assuntos relacionados aos quilombolas foram apenas alguns dos trechos supridos pela Gestão.


O edital havia deixado de exigir referências bibliográficas para as editoras, assim dando espaço para que livros contento erros ou conteúdo de baixa qualidade fossem aprovados. Contudo, no dia 9 a Gestão do Presidente voltou atrás, dizendo que essas alterações em específico eram responsabilidade do governo Temer.


Uma das alterações foi deixar a diversidade na hora das ilustrações de lado, já que esse trecho também foi apagado. Propagandas, por outro lado, foram aprovadas mesmo sendo consideradas abusivas pelo CNDCA.


Na hora de justificar essas mudanças a equipe de Bolsonaro disse que tais assuntos fazem parte da doutrinação esquerda.



ENEM

Entre as mudanças feitas na área de edução, o Presidente também exonerou Maria Inês Fini, presidente do INEP, e outras três diretoras do órgão na última segunda feira (14). O INEP é responsável pelo Enem e tem conexão direta com o Ministério da Educação.


Fini foi uma das idealizadoras do projeto original do Enem e será substituída por um engenheiro e professor da Fundação Getúlio Vargas: Marcus Vinicius Rodrigues. Murilo Resende, doutor em economia, ficará responsável pela diretoria de avaliação de educação básica.


Seu filho, Eduardo Bolsonaro, comemorou em seu Twitter que agora alunos não precisarão mais aprender sobre “feminismo (...) ou história conforme a esquerda” com a presença de Resende.

Bolsonaro já tinha planos para exonerar Fini desde que ouviu sobre a questão que fazia referência ao dialeto dos gays no Enem 2018. Na época do episódio Maria Inês respondeu da seguinte maneira:


"É não compreender a natureza da prova e não entender que pedir para o jovem que ele identifique as características de um dialeto como uma identidade linguística de um pequeno grupo e, sem querer, foi o grupo LGBTI, não vai fazer ninguém virar homossexual."

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