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A menina que matou os pais vs. O menino que matou meus pais, vale a pena?

Os longas inspirado no caso real chegam no streaming para chocar novamente o país

Divulgação: Santa Rita Filmes

Os filmes baseados no caso Richthofen chegaram na última sexta-feira (24) na Amazon Prime Video mais de um ano e meio depois do previsto. Os lançamentos que seriam lançados no cinema, chegaram no streaming e (sinceramente) foi uma boa aposta.


A tão aguardada estreia nacional não foi tão surpreendente quanto o que prometia os trailers que, aliás, entregam todo o filme. Mesmo baseado em um caso real que foi manchetes em diversos jornais nacionais e internacionais, o filme prometia nuances particulares da visão de Suzane Von Richthofen (O menino que matou meus pais) e de Daniel Cravinhos (A menina que matou os pais).


O filme em si é muito bom. As escolhas de direção para simbolizar os momentos de crise e pressão psicológica de ambos e intenso uso de drogas te colocam como parte daquele estado. Além de uma trilha sonora incrível que respeita a época em que ocorreu o crime, as personalidades dos acusados e o ritmo dos longas.


A aposta em desenvolver dois filmes para contar um único caso foi arriscada, mas se tornou uma saída interessante. Era extremamente necessário dois filmes para contar os pontos de vista? Não. Havia outras saídas, como alternar o narrador (como já é feito), uso de flashbacks, e outros. Mas, ter diferentes filmes, cada um contado em primeira pessoa a partir de sua vivência funcionou como ponto de partida de cada confissão no julgamento.


Não há nada além dos fatos de qualquer pessoa que conheça o caso saiba, e também não há foco no crime em si, deixando apenas uma cena, igual porém diferente em cada um. Contudo, a profundidade que a manipulação de um sobre o outro em relação aos pais de Suzane é tratado, te coloca na posição do júri: a dúvida de quem está falando a verdade (ou meias verdades) sobre o caso, especialmente nos pontos em que o - até então - casal discorda.


Para os grandes fãs de true crimes pode ser pedante acompanhar mais de duas horas de um filme morno.


A menina que matou os pais e O menino que matou meus pais conta com direção de Mauricio Eça, Carla Diaz (O Clone) como Suzane Von Richthofen e Leonardo Bittencourt (Malhação: Vidas Brasileiras) como Daniel Cravinhos.