5 escritoras pra te tirar da zona de conforto

Embora tantas pessoas estejam falando sobre mudanças de paradigmas no cinema e na TV, sobre como é importante dar voz a novas narrativas ou ainda melhor, dar voz a narrativas que foram silenciadas historicamente, esse questionamento não se dá com a mesma expressão no âmbito da literatura. Continuamos consumindo e nos empolgando com as mesmas histórias. Pensando nisso, elaboramos esse post pra você que quer sair da zona de conforto mas não sabe por onde começar. Escolhemos estas cinco mulheres maravilhosas, que estão por aí mudando as coisas no universo literário da melhor forma possível: escrevendo.


Chimamanda Ngozi Adichie

Fonte: Wellesley College [US]

Chimamanda se tornou conhecida principalmente após seu discurso arrasador no TED 2012, intitulado “We Should All Be Feminists”. Mais tarde esse discurso foi adaptado e virou um dos livros mais vendidos sobre a causa feminista. Natural da Nigéria, um país africano bastante conservador, ela se tornou uma voz ativa no movimento feminista e no que condiz à construção de narrativas que fogem das historicamente dominantes e que expõem a África apenas sob as óticas da miséria, da fome e a da pobreza. Seu livro mais recente foi “Para Educar Crianças Feministas” (2017), mas também possui outros livros impactantes como ‘Americanah’ (2013) e Meio Sol Amarelo (2006).




Amita Trasi

Fonte: TAG Livros

Amita é uma escritora indiana, nascida em crescida em Mumbai. Em sua obra mais recente, ‘Todas as Cores do Céu’, ambientada em seu país de origem, ela conta sobre o laço de amizade entre as pequenas Mukta e Tara, separadas por uma barreira social. O destaque da narrativa vai para Mukta, uma garotinha que aos 10 anos é forçada a seguir o que seria o seu “destino” - um ritual de casta que termina fazendo ela se tornar uma prostituta. Em seus romances, Amita discorre com propriedade e de modo cativante sobre o sistema de castas que ainda é muito significativo na Índia, e sobre as problemáticas sociais que derivam da herança desse sistema, principalmente no que tange à população feminina.


Elena Ferrante

Fonte: Cláudia - Abril

Elena Ferrante é um nome poderoso na literatura. Ninguém conhece o rosto da escritora, ela usa um pseudônimo, e embora muitas pessoas já tenham sido cogitadas para ser a verdadeira identidade, nada foi comprovado. Para mim, Ferrante se assemelha muito a nossa Clarice Lispector por uma razão: a incrível habilidade de retratar o universo feminino (o foco de suas obras é a mulher) e todas as suas complexidades de uma forma tão simples, e ao mesmo tempo, de uma maneira tão devastadora e tocante. “Amiga Genial” é o seu livro de maior sucesso, e não é por acaso, vale muito a leitura.


Taiary Jones

Fonte: Nina Subin

Taiary Jones discorre sobre temas delicados como racismo institucional em suas obras. Teve seu primeiro livro publicado em 2002, ‘Deixando Atlanta’, que foi baseado na experiência de uma criança em relação a série de assassinatos a crianças no fim dos anos 70 até o início dos anos 80 em Atlanta, Geórgia. O livro a rendeu o Hurston/Wright Legacy Awards, um programa honorário a escritores negros. Porém, teve um amplo reconhecimento mundial após sua obra ‘Um Casamento Americano’, que conta a história de um casal, Celestial e Roy, que são separados devido a prisão de Roy por um crime que ele não cometeu.



Isabel Allende


Uma das maiores e mais lidas escritoras latino-americanas, as obras de Isabel Allende são fortemente marcadas por suas experiências pessoais, muitos elementos da cultura latina, memórias do golpe Chileno, afetividades que ela transpassa para seus personagens, etc. Suas protagonistas são sempre mulheres fortes, empoderadas, e grande parte de seus escritos fazem essa travessia pelas ditaduras militares (quase me arrisquei a falar todos, não sei de fato, porém, tratando-se dela, é bem capaz). O destaque vai para ‘A Casa dos Espíritos’, que em sua adaptação para o cinema teve um elenco de peso que contou com Meryl Streep, Winona Ryder e Glenn Close. “Para Lá do Inverno” é seu livro mais recente, de 2017.







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